Fim de uma era para os elétricos de luxo da Mercedes
A Mercedes-Benz encerrou oficialmente a comercialização dos seus modelos elétricos EQS, nas versões sedã e SUV, no Brasil. A decisão, confirmada pela própria montadora, reflete um balanço de vendas considerado insatisfatório para os veículos que representavam o ápice da tecnologia e luxo elétrico da marca no país. Ambos os modelos já não aparecem mais no configurador oficial do site da Mercedes-Benz no Brasil, indicando o fim de sua jornada no mercado nacional.
Baixas vendas como principal fator
Os números de emplacamento foram determinantes para a saída dos modelos. Em 2025, foram registradas apenas 13 unidades do EQS 450 (SUV) e quatro unidades do AMG EQS 53 (sedã), totalizando 17 veículos vendidos. Essa baixa expressividade em termos de volume de vendas levou a Mercedes-Benz a reavaliar sua estratégia para esses produtos no mercado brasileiro. Antes de serem descontinuados, os preços dos modelos variavam significativamente, com o EQS 450 SUV custando a partir de R$ 939.900 e o mais potente AMG EQS 53 sedã alcançando R$ 1.453.900.
Mercedes-AMG EQS 53: O Pioneiro Elétrico Esportivo
O Mercedes-AMG EQS 53 4MATIC+, lançado no Brasil em julho de 2022, marcou a estreia da divisão AMG no segmento de elétricos no país. Projetado para competir com rivais de peso como o Porsche Taycan e o Audi RS e-tron GT, o sedã esportivo ostentava dois motores elétricos, um em cada eixo, que entregavam uma potência combinada de 658 cv e 96,9 kgfm de torque, com tração integral. Apesar de ainda existir um pequeno estoque de unidades ano/modelo 2024, a venda oficial foi encerrada.
EQS 450 SUV: Tecnologia e Conforto em Destaque
Já o Mercedes EQS 450 SUV se posicionava como um expoente máximo de luxo e tecnologia, superando até mesmo o icônico Classe G em alguns aspectos. O veículo oferecia recursos inovadores como os modos de “energia” na cabine, que alteravam a atmosfera interna com projeções sensoriais de calor, ar fresco, floresta, chuva e som do mar. Esses modos, acionados pelo sistema de climatização, também ajustavam iluminação, massagem, aquecimento/resfriamento dos bancos e até mesmo o odorizador do ar-condicionado. Outro diferencial notável era o sistema de esterço das rodas traseiras, que giravam em até 10° em sentido oposto às rodas dianteiras para otimizar o diâmetro de giro. O SUV de sete lugares contava com um motor elétrico traseiro, resultando em tração traseira, com 360 cv de potência e 59,6 kgfm de torque.
Posicionamento da Mercedes-Benz
Em resposta à saída dos modelos, a Mercedes-Benz declarou: “Acompanhamos constantemente as demandas do mercado brasileiro e oferecemos soluções alinhadas às expectativas dos nossos clientes. Nesse contexto, entendemos que o portfólio atualmente disponível no país atende de forma consistente às necessidades do público local e continuamos estudando novas oportunidades”. A declaração oficial sugere que a marca continuará focada em outros modelos de seu portfólio que melhor se alinham com o mercado brasileiro, enquanto mantém a porta aberta para futuras introduções de veículos elétricos.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br
