Início da Copa marcado por polêmicas migratórias
A Copa do Mundo de 2026, que teve seu pontapé inicial nesta quinta-feira (11), já enfrenta turbulências antes mesmo da bola rolar em campo. A competição, sediada em conjunto por México, Estados Unidos e Canadá, está sendo ofuscada por restrições de imigração impostas pelo governo americano, afetando diretamente cidadãos de países classificados para o torneio.
Proclamação 10998: O que diz a medida de Trump?
A origem das restrições remonta ao final do ano passado, com a implementação da Proclamação 10998 pelo então presidente Donald Trump. Esta medida visa aumentar a transparência sobre os solicitantes de visto para os Estados Unidos, exigindo informações detalhadas sobre antecedentes criminais e possíveis ligações com terrorismo. Mais de 30 países estão listados na proclamação, sob a justificativa de não compartilharem dados de forma satisfatória com Washington.
Irã, Haiti e Senegal: As nações mais afetadas
Três seleções participantes da Copa do Mundo são diretamente impactadas pela política migratória dos EUA. O Irã e o Haiti enfrentam um banimento quase total de entrada em território americano para seus cidadãos, enquanto o Senegal sofre com restrições parciais. No caso senegalês, embora os vistos não sejam formalmente negados, o tempo de análise pode se estender por até dois anos, o que, na prática, inviabiliza a presença de torcedores e jornalistas no evento.
Preocupações e exceções
As razões para as restrições variam. Para o Irã, a classificação como estado patrocinador do terrorismo e a ausência de relações diplomáticas com os EUA são fatores determinantes. Já no Haiti, a preocupação americana reside no temor de que indivíduos com vistos temporários ultrapassem o período de permanência autorizado. Apesar do rigor, uma isenção específica foi concedida para jogadores, comissão técnica e pessoal diretamente ligado às seleções afetadas, garantindo sua participação na Copa.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
