Milho em Queda Livre
Os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram uma queda significativa nesta sexta-feira (05), impulsionados pelas condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. O contrato com vencimento em julho fechou em baixa de 1,65%, a US$ 4,17 por bushel, acumulando um recuo de aproximadamente 6,55% na semana. Este foi o sexto dia consecutivo de perdas para o grão, reflexo de um mercado pressionado pela especulação e pela continuidade do movimento de baixa.
Lavouras Verdes e Chuvas Abundantes
As lavouras de milho e soja nos EUA continuam em excelentes condições na maior parte das regiões produtoras, aliviando as preocupações de curto prazo. Com o plantio da safra 2026/2027 se aproximando do fim, a atenção do mercado se volta para a umidade do solo, crucial para o desenvolvimento inicial das plantas. Chuvas recentes nas Grandes Planícies e no cinturão ocidental avançaram para as principais áreas produtoras, e as previsões indicam a manutenção de precipitações acima da média na região central nos próximos 8 a 14 dias.
Soja e Trigo em Movimento de Realização
A soja, apesar de encerrar a sexta-feira com leves ganhos, também sentiu a pressão do mercado, com o contrato de julho cotado a US$ 11,21 por bushel, uma queda de 0,71%. A consultoria Agrinvest aponta que as boas condições das lavouras e o clima favorável reforçam a expectativa de manutenção das projeções do USDA. No entanto, a forte queda nos preços do petróleo, com desvalorização superior a 3%, impactou o óleo de soja e, consequentemente, todo o complexo agrícola.
O trigo, por sua vez, ampliou as perdas ao longo da semana, com recuo acumulado entre 4,5% e 5% nos mercados norte-americanos. O contrato de julho fechou em baixa de 0,30%, a US$ 5,80 por bushel. A liquidação expressiva de contratos por fundos de investimento, o avanço da colheita de inverno nos EUA e a expectativa de uma safra russa superior a 90 milhões de toneladas pressionaram as cotações. A valorização do dólar também contribuiu para a queda, reduzindo a competitividade das exportações americanas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
