Chegada e Acusações Graves
O ativista brasileiro Thiago Ávila desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira (11) após ser detido e deportado de Israel. Durante os 10 dias em que esteve sob custódia israelense, Ávila alega ter sido torturado e ter presenciado abusos contra prisioneiros palestinos. Ele retornou ao Brasil acompanhado pelo ativista espanhol Abu Keshek, ambos parte da segunda Flotilha Global Sumud.
Missão Interceptada e Detenção
A flotilha, que partiu da Espanha em 12 de abril com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio imposto por Israel, foi interceptada pelas forças israelenses. Ávila e Keshek foram presos e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina foram direcionados para Creta. As autoridades israelenses acusaram os detidos de crimes como auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista, acusações que ambos negam veementemente.
Relatos de Violações e Negação Israelense
Após serem libertados no sábado (9) e entregues às autoridades de imigração para deportação, Ávila declarou à imprensa no Aeroporto de Guarulhos que seu retorno foi a “correção de uma grave violação” e que ele foi “sequestrado por Israel, não preso”. Ele e Keshek afirmam ter sofrido “todo tipo de violações” durante a detenção, relatando que prisioneiros palestinos em celas vizinhas receberam tratamento ainda pior. Israel, por sua vez, refutou as alegações de tortura, afirmando que todas as ações tomadas estavam em conformidade com a lei, conforme declarado pelo grupo de direitos humanos Adalah, que representou os homens em audiência judicial.
Posicionamento Governamental e Contexto Político
Os governos da Espanha e do Brasil emitiram comunicados declarando a detenção dos ativistas como ilegal. Durante sua chegada, Ávila também se manifestou politicamente, pedindo a derrota de líderes como Netanyahu e Trump e classificando-os como “criminosos de guerra”. Manifestantes presentes no aeroporto exibiam cartazes solicitando que o Brasil rompesse relações diplomáticas com Israel. A Flotilha Global Sumud busca chamar atenção para o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, grupo considerado terrorista por Israel e parte do Ocidente, e que iniciou a guerra em Gaza após ataques em 7 de outubro de 2023, deixando a população do enclave em situação humanitária crítica.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
