Sindicato Vê Caso Prestianni Como Alerta Contra Discriminação
Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores de Portugal, manifestou a expectativa de que a suspensão de seis jogos imposta ao jogador Gianluca Prestianni por insultos homofóbicos contra Vinicius Júnior se torne um marco contra a discriminação no futebol. Para Evangelista, o comportamento é tão grave quanto o racismo e deve ser encarado como um alerta para toda a comunidade esportiva.
Em declarações à agência Lusa, o sindicalista reforçou que episódios de discriminação, seja por racismo, homofobia, xenofobia, violência, assédio ou doping, “não têm lugar no futebol” e que os responsáveis devem ser penalizados. Ele enfatizou que o insulto homofóbico possui a mesma gravidade que um insulto racista.
UEFA Aplica Suspensão e Pede Extensão da Pena à FIFA
A UEFA confirmou a suspensão de seis partidas para o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, após o incidente ocorrido no jogo contra o Real Madrid, pela Champions League. O Comitê de Controle, Ética e Disciplina da entidade europeia determinou a punição por “conduta discriminatória”, especificamente por homofobia, após o jogador ter utilizado o termo “maricón” em direção a Vinicius Júnior. A UEFA também informou que solicitará à FIFA a extensão dessa pena para competições organizadas pela entidade máxima do futebol, o que poderia impactar o jogador em futuras convocações para a seleção argentina, inclusive para a Copa do Mundo.
Defesa do Jogador e Presunção de Inocência
Desde o início do processo, o sindicato defendeu a presunção de inocência de Prestianni e a necessidade de uma apuração rápida e rigorosa dos fatos, princípios que, segundo Evangelista, foram respeitados pela UEFA. O jogador, que já cumpriu um jogo de suspensão, negou as acusações, afirmando em nota que Vinicius Júnior interpretou mal o que ouviu. O Benfica ainda não se posicionou oficialmente sobre a decisão da UEFA.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
