Sul Italiano Mostra Dinamismo, Mas Distância Persiste
Um novo retrato da economia italiana em 2024 revela um país marcado por contrastes regionais. Embora o Sul da Itália, conhecido como Mezzogiorno, tenha registrado um crescimento médio de 3,38% na renda disponível das famílias – superando o restante do país –, a distância econômica em relação ao Norte permanece profunda. Dados analisados pelo jornal Corriere della Sera, com base em informações da Unioncamere e do Centro Studi Guglielmo Tagliacarne, apontam para uma recuperação notável em territórios historicamente mais frágeis, mas confirmam a persistência de um desequilíbrio estrutural.
Crescimento Percentual Engana: Vantagem Absoluta do Norte é Clara
Apesar do expressivo avanço percentual no Sul, a realidade em valores absolutos demonstra que o Norte italiano ainda mantém uma liderança econômica consolidada. A renda média por pessoa nas regiões setentrionais continua cerca de 50% superior à do Sul. Essa disparidade é evidenciada pela lista das províncias com maior crescimento, onde seis das dez primeiras posições são ocupadas por localidades do Mezzogiorno, como Ragusa (Sicília) e Benevento. No entanto, o topo da lista de rendimentos absolutos é dominado pelo Norte, com Milão liderando o ranking.
Milão no Topo, Foggia na Base: O Símbolo da Desigualdade
A capital econômica da Itália, Milão, lidera com folga, apresentando uma renda média por pessoa de 36.188 euros em 2024. Outras províncias do Norte, como Bolzano e Monza, também figuram entre as mais ricas. Em contrapartida, na base da pirâmide socioeconômica, Foggia aparece na última posição, com uma renda média de apenas 14.953 euros por habitante. A diferença abissal entre as duas cidades, superior a 21 mil euros por cidadão, ilustra a magnitude do desequilíbrio territorial italiano.
Desafios e Esperanças: Um País em Busca de Equilíbrio
O estudo também aponta para realidades desafiadoras em algumas províncias, como Prato, que registrou queda na renda, e Imperia e Ancona, com crescimento estagnado. Ao todo, 18 das 20 últimas posições no ranking de renda são ocupadas por localidades do Sul, reforçando a persistência da desigualdade. Apesar disso, o dinamismo crescente no Mezzogiorno acende um sinal de esperança. O Sul busca recuperar terreno, enquanto o Norte mantém sua força. O cenário atual desenha um país em transformação, onde antigas divisões regionais são desafiadas, mas a busca por um equilíbrio entre crescimento e igualdade ainda é um caminho a ser percorrido.
Fonte: jornalitalia.com
