Reunião em Washington marca novo capítulo nas relações Líbano-Israel
A embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, classificou a reunião preliminar realizada nesta terça-feira (14) em Washington como “construtiva”. O encontro representa um marco diplomático, sendo as primeiras negociações diretas entre os dois países em décadas. As próximas etapas e os locais das negociações serão anunciados posteriormente.
Líbano busca cessar-fogo e ajuda humanitária
Durante as conversas, a embaixadora libanesa solicitou um cessar-fogo imediato e o retorno seguro dos deslocados internos para suas casas. Moawad também destacou a necessidade de medidas práticas para aliviar a grave crise humanitária que o Líbano enfrenta, agravada pelo conflito em curso. Ela reafirmou a urgência da implementação do anúncio de cessação das hostilidades de novembro de 2024 e ressaltou a importância de preservar a integridade territorial e a soberania do Líbano.
Agendas conflitantes marcam o início das negociações
Apesar do tom positivo da embaixadora libanesa, as agendas dos dois países apresentam divergências significativas. Israel descarta a discussão sobre um cessar-fogo no momento, priorizando o desarmamento do Hezbollah. Por outro lado, o Líbano busca uma pausa nos conflitos. A reunião ocorre em um momento delicado para o Oriente Médio, uma semana após um frágil cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã.
EUA buscam progresso com apoio de alto escalão
O governo americano demonstrou seu interesse em ver progresso nas negociações com a presença de figuras importantes, como o conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, que participou do início da reunião. O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Moawad, também estiveram presentes, assim como outros diplomatas americanos. A participação de Michael Needham, conselheiro do Departamento de Estado, Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, e Michel Issa, embaixador dos EUA no Líbano, reforça o papel de mediação dos Estados Unidos no processo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
