CPI do Crime Organizado encerra atividades sem ouvir mais de 90 convocados, incluindo ministros do STF e governadores

Fim Prematuro de Investigação

A CPI do Crime Organizado chega ao seu fim nesta terça-feira (14), após quatro meses de atuação, sem ter conseguido ouvir mais de 90 pessoas cujas convocações ou convites já haviam sido aprovados. A comissão, que buscava uma extensão de 60 dias em seus trabalhos, deixa uma lista considerável de depoimentos pendentes.

Lista de Ausentes Ilustres

Um levantamento baseado nos requerimentos aprovados pela CPI revela que pelo menos 110 pessoas foram nominalmente chamadas para depor. Entre os que não compareceram ou não foram ouvidos estão ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e figuras proeminentes na área de Segurança Pública. Apenas 18 pessoas foram efetivamente ouvidas pela comissão durante todo o período.

Tentativas Frustradas e Convocações Ignoradas

A CPI tentou, sem sucesso, obter o comparecimento dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Galípolo foi ouvido na semana passada, mas os ministros não compareceram. Houve também insistência, via convocação (que torna a presença obrigatória), para ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ambos em relação a fraudes financeiras do Banco Master. Contudo, ambos obtiveram habeas corpus e não compareceram.

Governadores e Secretários: Pouca Participação

A intenção inicial da CPI era ouvir ao menos 11 governadores e seus respectivos secretários de Segurança Pública para entender a atuação do crime organizado nos estados e as estratégias de combate. No entanto, apenas Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, participou de uma audiência. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, negou o pedido de prorrogação da CPI, alegando o período eleitoral como justificativa, o que gerou críticas por parte do relator da comissão, Alessandro Vieira.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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