Declaração oficial de Israel diverge de declarações anteriores sobre o acordo mediado pelo Paquistão.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (8) afirmando categoricamente que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo de duas semanas negociado entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. A declaração marca a primeira manifestação oficial do líder israelense desde o anúncio do acordo.
“Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, desde que o Irã abra imediatamente o estreito e cesse todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região”, declarou o gabinete de Netanyahu. A nota reforçou: “O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”.
Paquistão atuou como mediador, mas seu entendimento do acordo difere.
A posição de Israel contrasta com declarações anteriores do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que desempenhou um papel crucial na mediação do acordo. Segundo Sharif, o cessar-fogo abrangeria também o Líbano. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não fez menção específica ao Líbano em seu pronunciamento sobre o acordo. O Irã confirmou que as negociações com os EUA terão início nesta sexta-feira (10), em Islamabad.
Israel intensifica ofensiva no sul do Líbano enquanto negociações ocorrem.
Paralelamente ao desenrolar das negociações e da tensão com o Irã, Israel tem conduzido uma robusta campanha militar no sul do Líbano desde o início de março. O objetivo declarado é atingir militantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Dados do Ministério da Saúde libanês indicam que pelo menos 1.530 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, incluindo 130 crianças, evidenciando a gravidade do conflito em curso na região fronteiriça.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
