A tensão crescente entre Estados Unidos, Israel e Irã coloca o Estreito de Ormuz novamente no centro das atenções globais. Controlada pelo Irã, essa passagem estratégica é vital para o suprimento energético mundial, por onde transitam diariamente entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no planeta e cerca de 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL). A instabilidade na região submete o setor energético a um novo teste, evidenciando a fragilidade das cadeias de suprimento de combustíveis em escala global, e o Brasil não está imune a essa complexa teia geopolítica.
A “Série Energia” desta semana dedica-se a desvendar os impactos dessa instabilidade na realidade brasileira. Embora o país celebre recordes sucessivos na produção de óleo bruto, os conflitos recorrentes no Oriente Médio servem como um lembrete pragmático: a autossuficiência na extração de petróleo não assegura, por si só, imunidade econômica ou estabilidade de preços para o consumidor. A vulnerabilidade energética brasileira, portanto, vai além dos números de produção.
O risco para o Brasil é tangível. A dependência do país na importação de derivados de petróleo e de gás para o acionamento de termelétricas, especialmente em períodos de baixa hidrologia, significa que qualquer ameaça ao tráfego no Estreito de Ormuz eleva instantaneamente o custo do seguro das cargas e do frete marítimo. Essa “conta invisível” é, em última instância, repassada para as bombas de combustível e para as tarifas de energia elétrica, impactando diretamente o bolso do consumidor.
Para uma análise aprofundada desta questão estratégica, a “Série Energia” apresenta a visão do professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga (SP). Caneppele coproduz a série com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, acessar pelo site www.jornal.usp.br ou utilizar o aplicativo disponível para Android e iOS.
Fonte: jornal.usp.br


