Nova Gestão da Pós-Graduação da USP Foca em Pessoas, Excelência Acadêmica e Impacto Social com Ambição Global

Nova Gestão da Pós-Graduação da USP Foca em Pessoas, Excelência Acadêmica e Impacto Social com Ambição Global

O pró-reitor Carlos Eduardo Ambrósio e sua equipe detalham os pilares da gestão para os próximos dois anos, priorizando a valorização de estudantes, orientadores e servidores, o aprimoramento contínuo dos programas e a expansão da atuação internacional e social da Universidade.

Reconhecida como a principal formadora de pós-graduandos do Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) se destaca não apenas pelos seus 260 programas e quase 30 mil alunos matriculados, mas também pela excelência e o caráter inovador de sua pós-graduação. À frente da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) pelos próximos dois anos, o pró-reitor Carlos Eduardo Ambrósio e a pró-reitora adjunta Marie-Anne Van Sluys planejam uma gestão com foco estratégico na valorização dos pilares humanos que constroem este ecossistema: estudantes, orientadores e servidores.

A nova gestão também se dedicará à manutenção da excelência acadêmica dos programas e ao fortalecimento do impacto social das pesquisas desenvolvidas. “A excelência da pós-graduação da USP depende de uma boa interação entre orientado e orientador, da dedicação dos docentes, do engajamento de servidores técnicos e administrativos e de laboratórios, que fazem tudo funcionar. A melhor forma de garantir a manutenção da excelência é zelando por essas pessoas”, afirma Ambrósio.

Foco na Valorização Humana e Qualidade dos Programas

Uma das primeiras iniciativas da PRPG será uma série de visitas aos 260 programas de pós-graduação da Universidade. O objetivo é ouvir suas demandas e realizar um diagnóstico completo após o encerramento da Avaliação Quadrienal da Capes, identificando oportunidades de melhoria e incrementando a qualidade geral da pós-graduação da USP. Além da avaliação externa da Capes, a PRPG mantém uma avaliação independente, conduzida por especialistas internos e externos, garantindo um olhar detalhado sobre cada programa. Será dada atenção especial aos programas que obtiveram notas mais baixas na avaliação da Capes.

Inovação nos Formatos e o Potencial dos Mestrados Profissionais

Os próximos anos consolidarão o Programa de Aperfeiçoamento da Pós-Graduação (PAPG), que introduziu um novo formato para os cursos, com ingresso exclusivo pelo mestrado. Após 12 meses, os estudantes passam por um exame de qualificação e podem optar por concluir o mestrado em mais um ano ou converter para o doutorado, a ser finalizado em até quatro anos. No ano passado, 37 programas aderiram ao novo formato, e avaliações de desempenho serão realizadas para identificar ajustes necessários, com a expectativa de que mais programas adotem o modelo.

Os mestrados profissionais também serão objeto de revisão. Segundo Ambrósio, a ideia é “rever a importância dos mestrados profissionais, analisando seu formato, suas características, sua evolução”. Esses cursos possuem grande potencial para atender demandas por formações mais técnicas, mas dependem exclusivamente de investimentos da Universidade devido à falta de financiamento por agências de fomento.

Expansão Internacional e Nacional com o Capes Global

No âmbito de parcerias, a Pró-Reitoria dará início às atividades do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes Global). A USP coordenará a Rede Integra Brasil, que inclui o Instituto Butantan, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Universidade Estadual de Roraima (UERR) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), sendo uma das 23 propostas selecionadas. “O Capes Global é um programa de internacionalização, mas haverá também muita nacionalização”, explica o pró-reitor, destacando a colaboração com universidades das regiões Norte e Centro-Oeste para o incremento de pesquisas e apoio à internacionalização das instituições brasileiras.

A primeira ação da rede será uma visita de representantes à Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani) para definir detalhes da parceria. O programa terá duração de cinco anos, com previsão de R$ 25 milhões anuais em recursos para bolsas no Brasil e exterior, apoio a eventos científicos e missões de trabalho. Os primeiros editais estão previstos para o segundo semestre de 2026.

Medindo o Impacto Social da Pós-Graduação

A necessidade de identificar e divulgar o impacto social da pós-graduação é cada vez mais evidente. A PRPG dará continuidade às iniciativas para criar indicadores de impacto social para os programas, ampliando a discussão e realizando atividades semelhantes. Para isso, será criado um Observatório da Pós-Graduação, um núcleo permanente de monitoramento, análise e divulgação de dados e indicadores de todo o sistema da Universidade, permitindo aferir resultados e impactos de forma sistemática.

O Observatório reunirá dados sobre os egressos da pós-graduação, como área de atuação, cargo, tipo de empresa, ganhos e parcerias, em colaboração com a Plataforma Alumni USP e o Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida). “Nós queremos obter mais informações sobre nossos egressos para conhecer o impacto da pós-graduação na vida desses profissionais e na sociedade como um todo”, defende Ambrósio, ressaltando o valor da conexão contínua com os ex-alunos.

Fonte: jornal.usp.br

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