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Aluna da USP Conquista Japan Prize 2025 com ‘Vovó Naná’: Animação Educacional Brasileira Promove Ciência e Laços Familiares para Crianças Globalmente

Uma produção brasileira, criada pela ex-aluna da USP Radhi Meron, conquistou o prestigioso Japan Prize 2025, um dos maiores reconhecimentos mundiais para conteúdos audiovisuais educativos. A animação “O Fantástico Laboratório da Vovó Naná” recebeu o prêmio “Outstanding Proposal” e destacou-se como o único projeto do Brasil entre os finalistas, celebrando a inovação na educação e a criatividade nacional.

Promovido anualmente pela NHK, a rede de televisão pública do Japão, o Japan Prize é um evento que valoriza produções que combinam educação, cultura e inovação audiovisual. Selecionado entre mais de 370 inscritos de diversos países, o projeto brasileiro garantiu seu lugar entre os seis finalistas da categoria “Proposal Pitch Division”. Radhi Meron, que desenvolveu o projeto em coprodução com a Oz Produtora e o Circo Onírico, representou a produção em Tóquio, participando de um programa intensivo com mentorias e sessões de pitch. A cerimônia oficial de premiação ocorreu em 19 de janeiro de 2026.

A Animação que Conquistou o Mundo

Atualmente em desenvolvimento, a série animada em 2D é voltada para o público pré-escolar. A trama centraliza-se em Nair Jatobá, a Vovó Naná, uma cientista irreverente que transforma objetos de cozinha em ferramentas experimentais para responder às perguntas de seus netos. Um diferencial da obra é o segmento final de cada episódio, em formato live-action, mostrando crianças reais reproduzindo os experimentos apresentados na animação. O objetivo é incentivar o pensamento crítico e a autonomia infantil, ao mesmo tempo em que fortalece os laços intergeracionais.

A Trajetória Acadêmica por Trás do Sucesso

Para Radhi Meron, que também assina a criação dos personagens, a conquista reflete sua trajetória acadêmica na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. “Acredito que minha formação em educomunicação foi importante para essa conquista. Comecei a pesquisar a relação entre mídia e educação e dediquei meu TCC à investigação da produção de conteúdo televisivo educativo, sob a orientação da Maria Cristina Mungioli”, afirma. “Hoje, atuando como roteirista e produtora de conteúdo infantil, acredito que aqueles conceitos permanecem presentes nos projetos que desenvolvo. Também me sinto mais segura para pensar em conteúdo educativo porque, durante minha licenciatura, estudei metodologias e fundamentos da pedagogia”, reflete Radhi, que atualmente cursa uma graduação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Próximos Passos e Reconhecimento no Mercado

Além do prestigiado troféu, o projeto recebeu apoio financeiro para a produção de um episódio piloto. O compromisso agora é retornar ao Japão em 2026, onde o material finalizado será exibido na próxima edição do festival. A série já possui um histórico de reconhecimento no mercado audiovisual, tendo participado de laboratórios de desenvolvimento como Max Minas e Lamp (Lanterna Mágica), além de rodadas de negócios em eventos internacionais como o Marché du Film em Cannes e o Rio2C no Brasil.

O Prestigioso Japan Prize

Fundado em 1965, o Japan Prize busca reconhecer obras audiovisuais que promovem a aprendizagem e o diálogo intercultural. O festival é um ponto de encontro global para criadores que acreditam na mídia como ferramenta de transformação social e educacional. A missão do prêmio é contribuir para o avanço da qualidade do conteúdo educativo em todo o mundo e promover o entendimento mútuo entre sociedades e culturas, reconhecendo trabalhos que fazem uso inovador da mídia visual. Durante a semana do festival, realizada em novembro, o Japan Prize organiza exibições, sessões e workshops, convidando delegados de todo o mundo para assistir a obras de destaque e trocar ideias e reflexões.

A animação “O Fantástico Laboratório da Vovó Naná” é uma coprodução entre a Oz Produtora e o Circo Onírico, criada por Radhi Meron, que também assina o design de personagens, com cenografia de Rebecca Monteiro.

Fonte: jornal.usp.br

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