Bélgica e Estônia no Topo da Digitalização em Saúde
A União Europeia tem como objetivo que 100% dos cidadãos tenham acesso aos seus registros eletrônicos de saúde até 2030. Em 2024, o acesso a esses registros na UE atingiu 83%, um aumento em relação aos anos anteriores. No entanto, a liderança nesse quesito é marcada por dois países: a Bélgica e a Estônia, que alcançaram a pontuação máxima de 100%. Estes países demonstram um alto grau de maturidade digital em saúde, com acesso completo dos cidadãos aos seus dados médicos eletrônicos.
Países Nórdicos e Nórdicos Destacam-se, Irlanda Enfrenta Desafios
Outros países europeus também apresentam avanços notáveis. Dinamarca (98%), Lituânia (95%), Malta (94%), Polônia (92%) e Noruega (91%) figuram entre os mais avançados, superando a marca dos 90%. Nesses locais, os registros eletrônicos de saúde são amplamente disponíveis, com diversas categorias de dados acessíveis na maioria dos prestadores de cuidados e mecanismos de acesso para diferentes grupos de pessoas.
Em contrapartida, a Irlanda se encontra na extremidade inferior da tabela, com apenas 25% de acesso. A principal razão apontada é a ausência de um portal online para acesso a dados eletrônicos de saúde, uma ferramenta presente em todos os outros países da UE. Contudo, o governo irlandês anunciou recentemente investimentos significativos em saúde digital e o início do processo para a criação de um Registro Eletrônico Nacional de Saúde, com o objetivo de modernizar o sistema e oferecer cuidados mais seguros e integrados.
Literacia em Saúde Digital: Um Desafio Persistente
Apesar do avanço no acesso aos registros eletrônicos, a capacidade dos cidadãos de utilizar efetivamente os serviços de saúde digital, conhecida como literacia em saúde digital, ainda precisa de melhorias em muitos países. Este conceito abrange a confiança para encontrar informações de saúde confiáveis online e saber como utilizá-las. As limitações são mais acentuadas entre idosos e indivíduos com menor nível de escolaridade.
Dados de 17 países da OCDE revelam que a literacia em saúde digital é baixa entre usuários de cuidados primários com 45 anos ou mais. A pontuação entre pessoas com menor escolaridade foi de 18%, comparada a 26% entre as mais escolarizadas. A Chéquia apresenta a maior literacia em saúde digital entre os mais escolarizados (53%), seguida pelo País de Gales (46%), França (43%) e Países Baixos (31%). Mesmo nesses países líderes, apenas na Chéquia a taxa ultrapassa 50% entre os mais escolarizados.
O Futuro da Saúde Digital na Europa
Especialistas ressaltam que a construção de confiança é fundamental para incentivar a adoção das tecnologias de saúde digital. O acesso facilitado a registros eletrônicos de saúde e plataformas eficientes para a circulação de dados são essenciais para expandir serviços como as teleconsultas. Países com sistemas de registros eletrônicos bem desenvolvidos estão em melhor posição para ampliar a oferta de teleconsultas, conectando pacientes e profissionais de saúde de forma mais ágil e segura.
Fonte: pt.euronews.com


