Thiago Miranda: Quem é o publicitário dono da Agência MiThi alvo da PF por ataques coordenados ao Banco Central
Empresário, conhecido por gerenciar a reputação de marcas de luxo, é apontado pela Polícia Federal como intermediário na contratação de influenciadores para desacreditar o BC e jornalistas, em operação que investiga manipulação de redes sociais.
O papel de Thiago Miranda na Operação Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura a atuação coordenada em redes sociais para minar a credibilidade do Banco Central (BC). Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação (Agência MiThi), figura como um dos principais alvos da investigação. Conforme apurado pela PF, Miranda teria atuado como intermediador entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a contratação de influenciadores digitais para promover ataques online.
Conexões com o Banco Master e a tentativa de influenciar a mídia
O nome de Thiago Miranda surgiu recorrentemente em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Além de gerenciar a comunicação e a reputação de marcas de alto padrão, como Gucci e Prada, Miranda também é sócio do Portal LeoDias, focado em celebridades. A investigação aponta que ele não apenas selecionava influenciadores para atacar o BC, mas também tentava cooptar jornalistas que publicavam matérias desfavoráveis a Vorcaro. Em uma das conversas, Miranda relatou a Vorcaro que não encontrou informações comprometedoras sobre a colunista Malu Gaspar, d’O Globo, que pudessem ser usadas para extorqui-la.
O “Projeto DV” e o contrato milionário com influenciadores
Segundo a PF, Thiago Miranda foi peça-chave no chamado “Projeto DV”, iniciativa que visava defender o Banco Master através de uma campanha orquestrada em redes sociais. Miranda, em depoimento, admitiu ser o responsável pela contratação de influenciadores e pela apresentação do plano a Daniel Vorcaro. Ele descreveu o serviço como uma “gestão de crise”, com contratos que poderiam chegar a R$ 8 milhões. A investigação identificou pelo menos 40 perfis que teriam sido contratados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, disseminando mensagens sobre supostos prejuízos a pessoas comuns com a liquidação do Master e questionando a atuação do BC e de seus diretores.
Intermediação com Flávio Bolsonaro e a defesa de Miranda
Thiago Miranda também foi o responsável por intermediar o contato entre Daniel Vorcaro e o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. O senador declarou que a relação era estritamente profissional, focada na cobrança de R$ 62 milhões de investimentos no filme sobre Jair Bolsonaro. Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou veementemente a prática de qualquer ilegalidade, afirmando que seu cliente sempre pautou sua atuação pela legalidade e transparência. A defesa ressalta que a existência de uma investigação não implica em culpa antecipada e que Miranda está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
