Dois lançamentos recentes trazem à tona um tema pouco comum no cenário econômico, mas de profunda relevância: a utopia. Abordando o conceito sob perspectivas distintas, as obras convidam à reflexão sobre o papel dos ideais na construção do futuro e na busca por transformação social, conforme destacado por José Eli da Veiga em sua coluna.
A Utopia como Horizonte de Transformação Social
O livro *Celso Furtado: A Busca de um Novo Horizonte Utópico* resgata a visão do renomado economista, posicionando a utopia não como um ideal inatingível, mas como um farol orientador para a transformação profunda da sociedade. Nesse contexto, a utopia é entendida como a expressão das aspirações e esperanças de uma sociedade, funcionando como uma referência para guiar políticas públicas, projetos coletivos e novas formas de organização social.
Utopia Pragmática: Soluções Concretas para o Presente
Em contrapartida, *Utopia Pragmática*, de Ricardo Henriques, propõe uma abordagem mais direta e focada. O livro defende que a utopia pode e deve ser um motor para a construção de soluções concretas e aplicáveis aos desafios contemporâneos. Aqui, a utopia se manifesta na ação prática, transformando aspirações em estratégias e resultados tangíveis para a melhoria da realidade.
A Agenda 2030: Um Exemplo Contemporâneo de Utopia Coletiva
Um dos principais exemplos contemporâneos desse ideal em ação é a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), lançada em 2015. Com seus objetivos de desenvolvimento sustentável, a Agenda representa uma utopia coletiva com metas claras para um futuro mais equitativo e sustentável. Com a aproximação do prazo para o cumprimento de seus objetivos, discussões já se iniciam sobre a agenda internacional que deverá sucedê-la no período pós-2030, demonstrando a contínua busca por um futuro idealizado e planejado.
Fonte: jornal.usp.br
