Copa do Mundo 2026: Ascensão Africana Reconfigura o Futebol Mundial e Confirma Novo Eixo de Poder, Segundo Professor Wisnik

A Copa do Mundo de 2026 marca uma virada histórica na geografia do futebol global, com as seleções africanas emergindo como a grande força dominante da competição. Segundo a análise do professor Guilherme Wisnik, essa edição do mundial não apenas confirma uma nova configuração das potências do esporte, mas também solidifica o protagonismo do continente africano no cenário internacional.

Ascensão Consolidada: Nove de Dez Seleções Africanas Avançam

O desempenho inédito das equipes africanas na Copa de 2026 é o principal indicativo dessa transformação. Das dez seleções do continente que participaram do torneio, nove conseguiram avançar para a fase eliminatória. Um resultado que contrasta com a performance discreta de equipes da América Central, Oceania e da maior parte da Ásia, e que sublinha a evolução técnica e organizacional alcançada pelas nações africanas.

O Impacto Geopolítico e o Protagonismo Negro no Futebol Global

Wisnik ressalta que esse avanço no futebol africano está intrinsecamente ligado ao crescente protagonismo de jogadores negros no esporte internacional. Essa contribuição, fundamental na história do futebol brasileiro, expandiu-se nas últimas décadas para as principais seleções europeias, impulsionada por processos de imigração e descolonização. Atletas como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Vinicius Jr. e Lamine Yamal são exemplos emblemáticos dessa mudança, redefinindo o perfil das equipes mais competitivas do mundo.

De Marrocos a Cabo Verde: Uma Trajetória de Sucesso

O professor destaca que o sucesso atual das seleções africanas é fruto de um processo gradual. Campanhas memoráveis de equipes como Camarões, Nigéria e Senegal pavimentaram o caminho, mas a consolidação veio mais recentemente. A campanha histórica de Marrocos na Copa de 2022, que chegou às semifinais, funcionou como um ponto de inflexão. A excelente participação de seleções como Cabo Verde na edição de 2026 apenas reafirma que o continente vive, de fato, uma nova era de destaque e influência no futebol mundial.

Fonte: jornal.usp.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *