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Carros Usados: Peças Podem Custar Mais Que o Veículo, Desvalorização Ignorada em Reparos

Descompasso entre Valor e Custo de Peças Ameaça Manutenção de Usados

A depreciação natural de um carro usado nem sempre se reflete no preço de suas peças de reposição genuínas. Enquanto o valor de mercado do veículo cai com o tempo, o custo de componentes novos segue a lógica da indústria automotiva, atrelado a fatores como custos industriais, políticas das montadoras e a cadeia de suprimentos, que inclui a flutuação do dólar. Essa disparidade pode levar a situações onde o reparo de uma avaria mecânica ou uma colisão leve se torna financeiramente inviável, superando o valor de tabela do automóvel.

Peças Novas, Preços de Fábrica: A Lógica Que Ignora a Depreciação

Ronaldo Fernandes, cofundador do OficinApp, explica que, diferentemente do veículo, que perde valor com uso e tempo, uma peça de reposição na prateleira é um item novo. Assim, ela é precificada com base nos custos de produção atuais. Enquanto nos primeiros anos de um carro a paridade entre valor do veículo e custo das peças é mantida, essa relação se rompe após o fim da garantia de fábrica. Carros de luxo usados, por exemplo, continuam a ter peças caras, pois são componentes sofisticados produzidos com os mesmos padrões de quando eram novos.

Exemplos Práticos: Quando o Reparo Supera o Valor do Carro

O descompasso pode ser observado em diversos modelos populares. No Volkswagen Gol City 1.0 2006/2007, avaliado em R$ 19.021 pela Fipe, um capô pode custar R$ 4.714, quase um quarto do valor do carro. Um motor completo sai por R$ 8.588, quase metade do preço do veículo. Já o Fiat Palio Weekend Sport 1.6 1999/2000 (Fipe: R$ 10.817) pode ter um conserto de colisão frontal que ultrapassa os R$ 16.770, apenas com peças como capô, faróis, radiador e agregado. No Chevrolet Celta LT 1.0 Flex 2012 (Fipe: R$ 29.586), o coletor de escapamento com catalisador custa R$ 17.455, um valor que, isoladamente, já representa uma parte significativa do preço do carro.

Modelos Mais Recentes e Componentes Específicos: A Surpresa Continua

O cenário não se restringe a carros muito antigos. O Honda Civic Sedan EX 1.6 16V automático 1999 (Fipe: R$ 21.302) apresenta peças como o motor de partida por R$ 9.413 e um câmbio automático completo por R$ 25.080, superando o valor do próprio veículo. No Ford Fiesta 1.6 Titanium Powershift 2014 (Fipe: R$ 41.646), o câmbio automático Powershift, importado e com histórico de problemas, custa R$ 88.783,89, mais que o dobro do valor do carro. Esses exemplos demonstram que mesmo modelos relativamente recentes podem enfrentar uma equação desfavorável entre valor de mercado e custo de peças, especialmente se envolverem componentes importados ou projetos com falhas conhecidas.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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