Transição Energética: A Chave para o Brasil Ser Autossuficiente em Fertilizantes Verdes e Garantir a Soberania do Agronegócio

O Brasil enfrenta uma significativa dependência externa para suprir sua demanda por fertilizantes, importando cerca de 85% do que consome. Essa vulnerabilidade expõe o agronegócio nacional a flutuações geopolíticas e a preços internacionais que muitas vezes desconsideram a realidade dos produtores locais. A produção tradicional de fertilizantes nitrogenados, que sustenta grande parte da agricultura global, é um processo industrial intensivo em energia, utilizando gás natural tanto como matéria-prima quanto como fonte de calor para a síntese da amônia.

No entanto, a transição energética desponta como uma oportunidade estratégica para o país. O Brasil possui um potencial único para desenvolver processos produtivos mais sustentáveis do que as alternativas importadas. A chave reside na capacidade de utilizar o excedente de energia renovável e o biometano para a produção de amônia verde. Esta inovação é a base para a criação de insumos com uma pegada de carbono significativamente reduzida, transformando o que antes era um passivo energético em um valioso ativo comercial.

A adoção dessa abordagem não apenas impulsiona a sustentabilidade ambiental, mas também se torna uma questão de soberania nacional e segurança alimentar. Ao reduzir a dependência de fertilizantes importados, o Brasil fortalece sua autonomia no setor agrícola e minimiza os impactos das incertezas do mercado global. Essa mudança representa um ‘pulo do gato’ na intersecção entre a indústria química e o agronegócio, dois pilares essenciais da economia brasileira.

A conexão entre esses temas é detalhada na Série Energia, uma coprodução do professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga, e do jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Para aprofundar-se no assunto, ouça o episódio completo sintonizando a Rádio USP em FM 107,9, acessando www.jornal.usp.br ou utilizando o aplicativo disponível para Android e iOS.

Fonte: jornal.usp.br

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