Investigação em Curso
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar se a Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, foi utilizada pelo Irã para contornar sanções econômicas impostas pelos EUA. As autoridades buscam determinar se a plataforma facilitou a movimentação de fundos para grupos como os rebeldes Houthi, no Iêmen, e para entidades ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã.
Coleta de Evidências e Depoimentos
A investigação baseia-se em documentos internos da Binance e depoimentos de fontes com conhecimento direto das operações. Autoridades americanas contataram indivíduos para coletar provas e obter informações sobre transações ligadas ao Irã. Um supervisor designado pelo Departamento do Tesouro dos EUA teria solicitado à Binance detalhes sobre essas operações, incluindo informações sobre um parceiro comercial crucial para o fluxo de fundos.
Escopo da Investigação e Declarações da Binance
Ainda não está claro se a investigação visa irregularidades da própria Binance ou se se concentra exclusivamente na atividade de seus clientes. Um porta-voz da empresa afirmou ao Wall Street Journal que a Binance “nunca realizou transações diretas com entidades sancionadas”. A empresa, que em 2023 se declarou culpada de violar sanções e leis bancárias dos EUA, resultando em uma multa de US$ 4,3 bilhões, está sob supervisão contínua das autoridades americanas.
Pressão Política e Esforços de Fiscalização
O caso reacende o debate sobre a eficácia das sanções em um setor de criptoativos em rápida evolução. O senador americano Richard Blumenthal iniciou um inquérito formal sobre como a Binance lidou com transações relacionadas ao Irã, questionando o cumprimento das obrigações da empresa. A investigação do Departamento de Justiça ocorre em um momento de intensificação dos esforços dos EUA para desmantelar redes de financiamento ligadas ao Irã, especialmente aquelas que utilizam criptomoedas para repatriar receitas de vendas de petróleo.
Fonte: pt.euronews.com
