A Superintendência de Saúde da USP (SAU) promoveu um encontro crucial em Ribeirão Preto, no dia 4 de março, reunindo representantes de todas as Unidades Básicas de Assistência à Saúde (Ubas) da Universidade. O objetivo central foi levantar informações detalhadas sobre os atendimentos de saúde prestados à comunidade universitária, identificando lacunas e discutindo modelos de serviço, com especial atenção ao atendimento básico, à Estratégia Saúde da Família e à saúde mental.
As Ubas são a porta de entrada para os cuidados primários na USP, oferecendo consultas médicas, ações preventivas e orientações a estudantes, professores e servidores em cada campus. Reconhecendo a pluralidade e as particularidades de cada unidade, o superintendente da SAU, professor André Lucirton Costa, destacou que o trabalho iniciado visa “subsidiar, com informações sobre o funcionamento das Ubas, o Grupo de Trabalho criado pelo reitor da USP, professor Aluisio Segurado, em fevereiro”. Este grupo tem a missão de apresentar um relatório com propostas para as atividades do serviço de saúde na USP.
Foco em Saúde da Família e Mental
Durante a reunião, um dos pontos de maior destaque foi a discussão sobre modelos de organização da atenção primária, com ênfase nos conceitos da Estratégia Saúde da Família (ESF) e sua integração com a saúde mental. A proposta da ESF foi debatida como uma referência potencial para fortalecer e aprimorar o atendimento oferecido pelas Ubas. Para aprofundar o conhecimento prático, a equipe visitou a Unidade de Saúde da Família César Augusto Arita, explorando o trabalho em saúde mental e saúde da família. Também foram realizadas visitas à ala de psiquiatria da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HCFMRP) e ao Centro Integrado de Reabilitação do Hospital Estadual de Ribeirão Preto.
O professor Amaury Lelis Dal Fabbro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), explicou a principal diferença do modelo da ESF. Enquanto uma Unidade Básica de Saúde tradicional pode ter clínico, pediatra e ginecologista, a Unidade de Saúde da Família trabalha com um ou mais médicos de saúde da família e equipe multidisciplinar. Segundo o especialista, a ESF se baseia na atenção integral, atuando como a “porta de entrada” articulada com outros níveis de atenção, como especialidades e hospitais, tanto para urgências quanto para internações eletivas.
Representatividade e Próximos Passos
A equipe reunida pelo superintendente da SAU contou com a participação de diversos especialistas e representantes, incluindo os professores Ana Carolina Basso Schmitt e Rodrigo Diaz Olmos (FM), Amaury Dal Fabbro e Fernando Bellíssimo (FMRP), além de representantes das Ubas de Ribeirão Preto, Piracicaba, São Carlos, Pirassununga e São Paulo. A diversidade dos participantes visa garantir uma visão abrangente das condições atuais e dos desafios de cada unidade. O professor Costa ressaltou que as reuniões e visitas permitirão que a própria equipe “crie elementos para se manifestar, eventualmente, sobre os problemas e as questões que envolvem as Ubas da USP”, direcionando melhorias a serem implementadas em cada unidade.
Fonte: jornal.usp.br


