Controvérsia sobre Inseticida com PFAS Atinge Justiça nos EUA
Os PFAS, conhecidos como “químicos eternos” devido à sua extrema durabilidade, estão no centro de uma nova polêmica. Um grupo de Organizações Não Governamentais (ONGs) entrou com um processo contra o governo dos Estados Unidos, exigindo a proibição da comercialização do inseticida isocicloseram. A substância, que contém PFAS, foi liberada para venda no país e já está disponível no Brasil desde 2023. A ligação química forte entre flúor e carbono nos PFAS impede sua decomposição natural, levantando preocupações sobre os impactos ambientais e na saúde humana a longo prazo.
Boas Notícias para a Vida Marinha: Baleias do Atlântico Norte Apresentam Menor Contaminação
Em um cenário mais animador, um estudo recente da Universidade de Harvard revelou uma queda significativa de 60% nos níveis de PFAS encontrados em baleias do Atlântico Norte. Entre 2001 e 2023, a análise de 271 amostras de tecido de baleias demonstrou essa redução expressiva. Os cientistas atribuem esse resultado positivo à suspensão da produção de alguns tipos de PFAS, como o PFOA, anteriormente comum em utensílios de cozinha antiaderentes até 2013. Essa diminuição na exposição indica que medidas de restrição anteriores estão surtindo efeito.
Inovação Promissora: Filtro Destrói PFAS 100 Vezes Mais Eficazmente
Como contraponto aos desafios persistentes, pesquisadores da Universidade Rice, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo filtro capaz de destruir PFAS com uma eficiência notável, sendo 100 vezes mais eficaz que as tecnologias atuais. Composto por cobre e alumínio, o sistema transforma os compostos perigosos em uma substância inofensiva de flúor e cálcio, que pode ser descartada com segurança em aterros sanitários. A expectativa é que essa tecnologia possa ser integrada em estações de tratamento de água, oferecendo uma solução viável para a remediação ambiental.
A Luta Contra os “Químicos Eternos” Continua
A persistência dos PFAS em diversas aplicações, desde tecidos e embalagens de alimentos até agrotóxicos, continua sendo um desafio global. Enquanto processos judiciais buscam restringir seu uso e novas tecnologias oferecem esperança para a descontaminação, a redução observada em ecossistemas como o das baleias do Atlântico Norte demonstra que a ação coordenada e a inovação científica podem ser caminhos eficazes para mitigar os efeitos desses “químicos eternos”.
Fonte: super.abril.com.br


