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Embaixador do Irão em Portugal critica “inconsistência e ambiguidade” de Lisboa sobre uso da Base das Lajes

Críticas à Posição Portuguesa

O embaixador do Irão em Portugal, Majid Tafreshi, criticou a postura de Lisboa em relação ao uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos. Em entrevista à Euronews, Tafreshi classificou a posição portuguesa como marcada por “inconsistência e ambiguidade”, questionando a aplicação de “dois pesos e duas medidas” na autorização do uso das instalações.

O diplomata iraniano revelou que o governo português ainda não respondeu à nota diplomática oficial enviada pelo Irão sobre o assunto. A explicação do Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, de que a autorização para o uso da base foi condicional e sujeita a restrições após o início da ofensiva militar, não convenceu o embaixador.

Europa em Risco e Direito de Autodefesa

Tafreshi alertou que a Europa corre o risco de perder “credibilidade” com declarações que incitam a mudanças de regime, como a proferida pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo o embaixador, o apoio a conflitos por atores externos pode prejudicar a dignidade e a credibilidade europeia, além de ter consequências negativas para os desafios futuros do continente.

O diplomata reiterou que o Irão exercerá o seu “direito legítimo de autodefesa” até que a agressão cesse, classificando os bombardeamentos como ilegais e desumanos. Ele enfatizou que a história mostra que o apoio a grupos armados não produz “resultados sustentáveis” e que o Irão acredita no poder da lógica e do diálogo.

Relações Luso-Iranianas e Cenário Internacional

Apesar das críticas, o embaixador afastou a possibilidade de ações retaliatórias contra Portugal, lembrando os mais de cinco séculos de relações históricas entre os dois países. Ele defendeu que esses laços devem ser preservados através do respeito mútuo e da adesão ao direito internacional.

Tafreshi também comentou a atuação de outros países europeus, que enviaram equipamento militar para Chipre. Ele sugeriu que as nações europeias deveriam focar em “valores globais”, negociação e mediação, em vez de se envolverem em ações que podem ser vistas como atos de guerra. O embaixador lembrou Donald Trump que o apoio a milícias armadas nunca trouxe “resultados sustentáveis”.

Fonte: pt.euronews.com

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