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Imunodeficiências: Professor da USP Explica Quando a Reposição Contínua de Anticorpos é Vitalícia para Sua Saúde Imunológica

Imunodeficiências: Professor da USP Explica Quando a Reposição Contínua de Anticorpos é Vitalícia para Sua Saúde Imunológica

A série ‘Minuto Saúde Imunológica’ aborda a dúvida frequente sobre a duração do tratamento com imunoglobulina, destacando a importância da avaliação individualizada.

Pacientes com imunodeficiência e seus familiares frequentemente questionam se a terapia com anticorpos, essencial para a saúde imunológica, deve ser mantida por toda a vida ou se pode ser temporária. Essa é a questão central do mais recente episódio da série “Minuto Saúde Imunológica”, apresentada pelo professor Pérsio Roxo Junior, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP).

Reposição Contínua: Quando é Necessária?

De acordo com o especialista, a permanência do tratamento está diretamente ligada ao tipo de imunodeficiência. Em casos de imunodeficiências primárias graves, como as agamaglobulinemias (mais comuns na infância) e a imunodeficiência comum variável (predominante em adultos), a produção de anticorpos é comprometida de forma persistente. Nessas situações, a terapia com imunoglobulina atua como uma reposição vitalícia, fornecendo ao organismo os anticorpos que ele não consegue fabricar. Administrada por via intravenosa ou subcutânea, essa reposição não cura a doença, mas substitui os anticorpos ausentes, protegendo o paciente contra infecções graves, reduzindo hospitalizações e prevenindo complicações, especialmente pulmonares.

Terapia Temporária: Em Quais Casos?

No entanto, existem cenários distintos. Em algumas imunodeficiências secundárias, que podem surgir devido ao uso de medicamentos imunossupressores, quimioterapia ou certas doenças hematológicas, o sistema imunológico tem potencial para recuperar sua função. Nesses casos, a reposição com imunoglobulina é geralmente temporária, sendo reavaliada conforme a evolução clínica do paciente.

A Decisão é Individualizada e Essencial para a Qualidade de Vida

A determinação sobre a continuidade ou suspensão do tratamento é um processo individualizado, conduzido por um imunologista. O profissional considera diversos fatores, incluindo o histórico de infecções do paciente, os níveis de imunoglobulina no sangue, a resposta às vacinas e a presença de complicações crônicas respiratórias. O professor Pérsio Roxo Junior enfatiza que a adesão terapêutica é crucial. A reposição regular de imunoglobulina diminui significativamente a frequência e a gravidade das infecções, promovendo uma melhora expressiva na qualidade de vida. Com o acompanhamento adequado, muitos pacientes conseguem levar uma rotina próxima do normal, estudando e trabalhando.

Minuto Saúde Imunológica: Conhecimento ao Seu Alcance

Em suma, enquanto muitas imunodeficiências primárias exigem tratamento prolongado e frequentemente vitalício, cada caso requer avaliação especializada e acompanhamento contínuo. A série “Minuto Saúde Imunológica” é uma iniciativa da Rádio USP Ribeirão, com produção do professor Pérsio Roxo Junior e coprodução da jornalista Rose Talamone. O objetivo é democratizar o conhecimento sobre imunidade, oferecendo informações claras e confiáveis para ouvintes de todas as idades. Os episódios podem ser acessados pela FM 107,9, no site da USP Ribeirão Preto ou pelo aplicativo para Android e iOS.

Fonte: jornal.usp.br

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