Macron Ordena Retirada e Reforça Segurança em Meio a Crise Regional
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (16) o início da retirada de cidadãos franceses residentes na região do Oriente Médio, em resposta ao agravamento das tensões. A medida atinge aproximadamente 400.000 franceses que se encontram na área, com os dois primeiros voos de repatriação previstos para chegar a Paris na noite de terça-feira. A prioridade será dada aos cidadãos mais vulneráveis.
França Fortalece Defesas e Apoio aos Aliados
Em um pronunciamento firme, Macron declarou que a República Islâmica do Irã é a principal responsável pela atual escalada de conflitos. Ele confirmou que instalações militares francesas na região foram alvo de ataques limitados, resultando em danos materiais, e que drones foram abatidos em legítima defesa. Para reforçar a segurança, a França enviará capacidades de defesa aérea para aliados como Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Iraque e Síria, em uma operação de caráter estritamente defensivo.
Navio de Guerra e Porta-aviões no Mediterrâneo
Em uma demonstração de força e dissuasão, o porta-aviões francês Charles de Gaulle foi direcionado para o Mediterrâneo. Além disso, uma fragata francesa chegará à costa do Chipre, onde incidentes com drones já afetaram instalações britânicas. O objetivo é reforçar a segurança na ilha e em rotas marítimas estratégicas.
Preocupação com Corredores Marítimos e Líbano
Macron também expressou preocupação com a segurança dos principais corredores marítimos globais, como o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez, essenciais para o comércio e o fornecimento de energia. A França está liderando esforços para formar uma coalizão destinada a garantir o tráfego nessas rotas. O presidente francês também alertou contra uma possível operação terrestre israelense no Líbano, classificando-a como uma escalada perigosa e um erro estratégico.
Fonte: pt.euronews.com


