Fluxo Migratório Crescente na Fronteira de Astara
A fronteira de Astara, que liga o Irã ao Azerbaijão, tornou-se um ponto de êxodo para centenas de cidadãos que tentam escapar da instabilidade no país vizinho. A maioria dos que cruzam a fronteira são azerbaijanos retornando à sua terra natal, mas há relatos de cerca de 50 estrangeiros, incluindo diplomatas, que também utilizam este corredor para buscar segurança.
Acolhimento e Assistência Humanitária
Ao chegarem à fronteira, os refugiados são recebidos com hospitalidade. Soldados do Azerbaijão oferecem água, chá quente, comida – como tâmaras, biscoitos e sanduíches – e escoltam os recém-chegados até o controle de fronteira, antes de prosseguirem em suas jornadas.
Diversidade de Nacionalidades em Fuga
Entre os estrangeiros que deixaram o Irã, destacam-se 18 funcionários diplomáticos da Arábia Saudita, 6 dos Emirados Árabes Unidos, 10 do Qatar, 1 italiano, 4 jordanos, uma família de 5 pessoas do Tajiquistão, 3 de Bangladesh e 18 cidadãos chineses. Outros países que tiveram cidadãos utilizando o corredor incluem Polônia, Índia, Paquistão, Nepal, Brasil, Tunísia e França.
Desafios na Evacuação e Tráfego Intenso
A saída do Irã exige a obtenção de um “código de evacuação”, um procedimento que, segundo relatos, não tem chegado a todos os que desejam partir, gerando incerteza e pânico. Erol Erman, um cidadão turco, descreveu a viagem para Astara como “extremamente intensa”, demorando dois dias em vez das habituais seis horas devido ao tráfego. “As pessoas estão ansiosas e em pânico”, relatou à Euronews, adicionando que “aqueles que podem sair, e aqueles que têm os meios, estão a tentar sair do país. É esta a situação. É má”.
Recomendações Oficiais e Relatos de Segurança
O ministério dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão aconselhou seus cidadãos a evitarem viagens ao Irã e encorajou aqueles que já se encontram lá a deixarem o país. Altay Hacıyev, um azerbaijano que visitava Teerã, expressou alívio ao retornar, apesar de relatos de tiroteios. “Graças a Deus, conseguimos regressar à nossa terra natal. O mais importante é que estamos em segurança e ilesos”, afirmou.
Resposta Governamental e Perspectivas Futuras
A imprensa local informou que autocarros foram organizados e os serviços de emergência estão em alerta, sem registo de feridos ou vítimas até o momento. As autoridades do Azerbaijão reiteraram sua disposição em facilitar novas travessias, caso necessário. O fluxo contínuo de pessoas na fronteira de Astara dependerá da evolução da situação no Irã, cujos desdobramentos ainda são incertos.
Fonte: pt.euronews.com


