O “Oscar da Arte” da Super: Uma Celebração Visual do Ano de 2025
No início de 2026, a equipe de design da revista Super reuniu-se para uma celebração especial: o “Oscar da Arte”. A iniciativa, inspirada em resoluções de Ano-Novo, teve como objetivo revisitar o ano anterior com carinho, avaliar conquistas e identificar os trabalhos mais notáveis produzidos em 2025. Longe de premiações artísticas tradicionais, no universo editorial, “arte” refere-se à equipe responsável pelo visual das publicações.
O júri, composto por Juliana Krauss, Caroline Aranha, Cristielle Luise, Rafaela Reis e Camila Leite (designer da Você S/A e Você RH), analisou um total de 816 páginas de 12 edições da Super. Foram criadas cinco categorias para reconhecer a excelência em diferentes áreas:
1. Melhor em Colagem: “Física Quântica sem Picaretagem”
Caroline Aranha foi a vencedora na categoria de Melhor em Colagem com seu trabalho para a matéria “Física Quântica sem Picaretagem” (Edição 473). Diante do desafio de abordar um tema complexo sem recursos externos, Caroline optou por sua técnica preferida: a colagem. Inspirada em referências de artistas e na ideia de usar pixels para representar partículas, ela desenvolveu uma abordagem visual única, explorando formas retangulares e uma paleta de cores dividida por tópicos para diferenciar as seções da matéria.
2. Melhor em Direção de Ilustração: “Terapia nos Tempos da IA”
A capa “Terapia nos Tempos da IA” (Edição 479), assinada por Cristielle Luise, conquistou o prêmio de Melhor em Direção de Ilustração. A matéria explorou a complexa relação entre humanos e inteligência artificial na busca por acolhimento, os riscos envolvidos e a solidão. Cristielle trabalhou com a ilustradora Ina Gouveia para criar um universo visual que contrastava o cinza solitário do humano com o vibrante e ilusório da IA. A narrativa visual, inspirada em mitos e filmes, explorou a ambiguidade da tecnologia, a substituição do contato humano e a fragilidade das ilusões digitais.
3. Melhor em Visualização de Dados: “Banco de Horas” na Última Página
Na categoria de Melhor em Visualização de Dados, Caroline Aranha novamente se destacou com o infográfico “Banco de Horas” para a seção “Última Página” (Edição 475). O desafio era representar os 84 papados e a duração de seus pontificados em uma linha do tempo. Inspirada pela música “Prayer Man”, Caroline concebeu a ideia de um rosário, onde as contas maiores representariam os papas e as menores, o tempo de seus mandatos. A solução visual, que combinou a linha do tempo com elementos religiosos, trouxe uma abordagem criativa e informativa para um dado histórico complexo.
4. Melhor em Direção de Fotografia em Estúdio: “Hormônios: Manual do Usuário”
Juliana Krauss foi premiada em Melhor Direção de Fotografia em Estúdio por seu trabalho na matéria “Hormônios: Manual do Usuário” (Edição 477). Com a analogia dos hormônios como mensageiros químicos, Juliana desenvolveu um conceito visual que utilizava correspondências e cartas para explicar o funcionamento hormonal. A equipe, incluindo a estagiária Rafaela Reis, o fotógrafo Eduardo Dulla e outros colaboradores, trabalhou na criação de selos vetoriais e na direção de cena para compor as páginas da matéria, resultando em uma abordagem visualmente rica e informativa.
5. Melhor em Seções: O “Abre de Playlist” de Rafaela Reis
A estagiária Rafaela Reis recebeu o reconhecimento na categoria de Melhor em Seções por seu “Abre de Playlist”. Ela compartilhou sua jornada de evolução profissional ao lidar com a diagramação e o estilo visual da subseção “Playlist”. Rafaela destacou a importância do aprendizado, do uso de referências e da experimentação, citando trabalhos como o “O Super na Super” (inspirado em HQs) e “Quando Era Tudo Mato” (com uso de filme antigo) como marcos em sua descoberta de estilo. Seu primeiro gráfico para “Adeus, Los Angeles” também demonstrou a aplicação de referências de outras seções de sucesso.
O “Oscar da Arte” não foi apenas uma forma de reconhecer o talento individual, mas também de celebrar a colaboração e a paixão da equipe de design da Super, mostrando o poder da arte em construir narrativas e gerar interpretações únicas.
Fonte: super.abril.com.br


