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Pesquisa indica que faixa azul pode incentivar maiores infrações de trânsito e causar mais mortalidade

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"title": "Estudo da USP aponta que Faixa Azul para motos pode dobrar mortes em cruzamentos e incentivar excesso de velocidade",
"subtitle": "Pesquisa inédita questiona a eficácia da motofaixa em São Paulo, revelando que o senso de pertencimento entre motociclistas pode levar a comportamentos de risco, impactando negativamente a segurança viária.",
"content_html": "<h1>Estudo da USP aponta que Faixa Azul para motos pode dobrar mortes em cruzamentos e incentivar excesso de velocidade</h1>n<h2>Pesquisa inédita questiona a eficácia da motofaixa em São Paulo, revelando que o senso de pertencimento entre motociclistas pode levar a comportamentos de risco, impactando negativamente a segurança viária.</h2>n<p>Uma pesquisa recente, fruto de uma colaboração entre a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Instituto Cordial e a Vital Strategies, lançou luz sobre os efeitos inesperados da Faixa Azul, a motofaixa exclusiva para motociclistas que já soma mais de 200 km em São Paulo. Contrariando a intenção de aumentar a segurança, o estudo indica que a faixa pode, na verdade, estimular infrações de trânsito e elevar a mortalidade em pontos críticos.</p>n<p>Coordenado pelo professor Mateus Humberto, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da USP, o levantamento oferece dados cruciais para futuras políticas públicas de trânsito. Embora a Faixa Azul proporcione aos motociclistas um maior senso de pertencimento e previsibilidade no tráfego, essa percepção de segurança pode, paradoxalmente, encorajar condutas de risco.</p>n<h3>Faixa Azul: Mais velocidade, menos segurança?</h3>n<p>A análise do estudo revelou que a presença da Faixa Azul acentua infrações de trânsito relacionadas à velocidade. Utilizando 32 horas de filmagem por drone em vias com e sem a motofaixa, os pesquisadores constataram um aumento significativo no excesso de velocidade. Em vias regulamentadas para 50 km/h, cerca de 80% dos motociclistas nas faixas azuis ultrapassavam os 60 km/h. Em contraste, nas vias sem faixa azul, essa taxa, embora ainda preocupante, ficava entre 30% e 40%. O professor Mateus Humberto ressalta que esse excesso de velocidade é uma constante provocada pela Faixa Azul, conforme narrado pelos próprios motociclistas.</p>n<h3>Aumento de mortes em cruzamentos</h3>n<p>Um dos achados mais alarmantes da pesquisa diz respeito à mortalidade. O estudo identificou um aumento de 100% a 120% nas mortes de motociclistas em regiões de cruzamento associadas às faixas azuis. Esse fenômeno é explicado pelo "efeito funil": motociclistas não utilizam a faixa do início ao fim, precisando entrar e sair dela em diversos pontos. É justamente nesses locais de transição que os riscos se elevam drasticamente, demandando atenção urgente das autoridades.</p>n<h3>Críticas às políticas públicas e alternativas</h3>n<p>O professor Humberto critica a atual gestão da prefeitura de São Paulo por remover as metas de redução de motos no trânsito e substituí-las por quilômetros de Faixa Azul, como se fossem sinônimos de segurança viária. "A Faixa Azul foi muito importante para trazer pertencimento, mas pelos estudos que fizemos, ela não tem se configurado como uma medida de segurança viária", afirma.</p>n<p>Para o especialista, a solução para a redução da mortalidade e da poluição (atmosférica e sonora) gerada pelo grande número de motocicletas passa por um caminho diferente. Ele sugere que a energia e os recursos investidos na Faixa Azul poderiam ser direcionados para o incentivo a outros meios de transporte, como bicicletas e ciclofaixas, corredores de ônibus e, principalmente, um transporte público de qualidade, barato e acessível em toda a cidade. "Não tem outra solução", conclui Mateus Humberto, apontando para um modo de transporte mais democrático e sustentável.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br

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