Um Pilar Cultural em São Paulo
A Biblioteca Mário de Andrade (BMA), um marco no centro de São Paulo, completa 101 anos de história nesta quarta-feira, 25 de fevereiro. Fundada em 1925 como Biblioteca Pública Municipal e rebatizada em 1960 em homenagem ao escritor Mário de Andrade, a instituição é a primeira e maior biblioteca pública da capital paulista. Sua trajetória, de um modesto casarão na Rua 7 de Abril ao icônico edifício atual, reflete o crescimento e a importância do acesso à cultura na cidade.
Arquitetura e Acervo Monumental
O atual edifício da BMA é uma obra do renomado arquiteto francês Jacques Pilon, que projetou a sede para abrigar o crescente acervo da biblioteca. Transformada em um símbolo de modernidade urbana, a BMA se consolidou como um dos principais centros intelectuais do país. Atualmente, a biblioteca possui um acervo monumental, com cerca de 60 mil volumes disponíveis para empréstimo ao público geral, além de coleções raras de artes, mapas e periódicos, totalizando aproximadamente 350 mil livros e 11 mil títulos históricos.
Renovação e Adaptação ao Século XXI
Em 2007, a Biblioteca Mário de Andrade passou por uma profunda reforma com o objetivo de modernizar sua estrutura e ampliar as áreas de convivência. Reaberta em 2011, a renovação trouxe um novo fôlego à instituição, destacando-se o corredor voltado à Rua da Consolação, um espaço que se tornou refúgio para frequentadores e trabalhadores do centro, unindo a preservação histórica à vida pulsante da metrópole.
Celebração de Aniversário com Música e Arte
Para celebrar seus 101 anos, a BMA preparou uma programação especial gratuita. As comemorações iniciaram às 9h30 com uma recepção musical na entrada do edifício, conduzida pela “Kombi do DJ” da Discoteca Oneyda Alvarenga. O ponto alto das festividades ocorreu a partir das 10h com a cerimônia oficial de aniversário, seguida por um concerto do Grupo de Câmara da Orquestra Sinfônica Municipal. Cecilia Moita ao piano e Andrea Vilella na flauta apresentaram um repertório clássico com obras de Handel, Beethoven, Weber e Dvořák, unindo a tradição literária da biblioteca à excelência da música erudita.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


