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USP Ribeirão Preto Inova e Lança Núcleo de Telessaúde para Ampliar Saúde Digital e Acesso ao SUS em 66 Municípios

O campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto deu um passo significativo para aprimorar a saúde pública na região com a implantação do Núcleo de Telessaúde. Instalado no recém-inaugurado prédio do Inova USP, o núcleo visa a desenvolver ações de telessaúde, teleducação e formação profissional, todas direcionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Foco na Expansão da Saúde Digital no SUS

A criação do Núcleo de Telessaúde surge como uma resposta direta à cobertura limitada de serviços de saúde digital na macrorregião de Ribeirão Preto, que engloba 66 municípios. Segundo um diagnóstico situacional, apenas 13,63% do território regional é coberto por serviços de telessaúde. A professora Ana Elisa Alves Ribeiro, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, explica que a telessaúde, incorporada às políticas públicas desde 2007, evoluiu para o conceito de saúde digital, abrangendo serviços à distância, gestão de sistemas, uso de tecnologias da informação e comunicação, interoperabilidade e proteção de dados.

A iniciativa da USP busca preencher essa lacuna, integrando ensino, inovação e saúde digital para qualificar profissionais e ampliar o acesso ao cuidado na rede pública de saúde da região. O objetivo é apoiar o sistema local na construção de um ecossistema inovador, com foco primordial na atenção primária à saúde, explorando modelos de telessaúde dentro da lógica da educação permanente.

Ações Estratégicas e Projetos-Piloto

Na sua fase inicial, o Núcleo de Telessaúde operará por meio de projetos-piloto, estabelecidos através de convênios e acordos de cooperação técnica com as Regionais de Saúde (DRS V, DRS VIII e DRS XIII) da macrorregião, com potencial para expansão a todos os 66 municípios. As ações incluem a qualificação de profissionais da estratégia de saúde da família, equipes multiprofissionais e equipes de saúde indígena.

Entre as propostas, destacam-se as teleconsultorias e ações multiprofissionais em áreas prioritárias como otorrinolaringologia, oncologia e saúde bucal. Uma das ferramentas será o aplicativo TeleEstomato, preconizado pelo Ministério da Saúde, que facilitará consultorias e serviços laboratoriais para o diagnóstico precoce do câncer bucal e a construção de um fluxo assistencial eficaz junto à rede regional.

Estrutura e Governança Compartilhada

O núcleo será um espaço aberto e colaborativo, com a participação das unidades do campus da USP e instituições parceiras do sistema de saúde regional. A estratégia de implantação valoriza a prática interprofissional e a integração de todas as áreas da saúde e correlatas, conectando-se a sistemas locais de saúde e a territórios remotos ou vulneráveis. A professora Ana Elisa Alves Ribeiro ressalta que o núcleo atuará de forma integrada a programas estaduais e nacionais, oferecendo serviços de telessaúde em apoio articulado à atenção primária, atenção especializada e ao subsistema de atenção à saúde indígena.

A governança será compartilhada, com a Universidade contribuindo com a produção de conhecimento e apoio técnico; o governo federal indicando diretrizes; o governo estadual oferecendo apoio técnico; e o sistema local implementando as ações. Todas as plataformas e recursos seguirão rigorosamente a legislação de proteção de dados e as diretrizes da telessaúde, garantindo interoperabilidade e segurança das informações.

Apoio e Financiamento para o Futuro

O projeto conta com o apoio institucional da USP, recursos da Pró-Reitoria de Graduação e financiamento aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) até o ano de 2030. Além disso, a proposta foi habilitada em edital do Ministério da Saúde, com previsão de novas submissões em chamamentos futuros. Esse suporte robusto assegura a longevidade e o impacto das ações do Núcleo de Telessaúde na transformação da saúde digital no SUS.

Fonte: jornal.usp.br

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