Pressão Generalizada nos Preços
O início de 2026 trouxe um cenário de encarecimento mais amplo para a cesta básica de alimentos no Brasil. Segundo levantamento da Neogrid e do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o preço médio da cesta de consumo básica de alimentos subiu em todas as capitais pesquisadas em janeiro. Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid, destacou que o cenário indica uma “pressão mais disseminada sobre os preços, evidenciando um encarecimento mais amplo da cesta de consumo básica”.
São Paulo e Salvador Lideram Altas Mensais
As maiores altas no preço da cesta básica em janeiro foram registradas em São Paulo e Salvador. Na capital paulista, o aumento foi de 1,56%, elevando o custo da cesta de R$ 938,59 para R$ 953,25. No acumulado semestral, a alta é de 2,47%, indicando uma recomposição gradual após oscilações recentes. Já em Salvador, a alta foi ainda mais expressiva, atingindo 2,34% no mês e levando o custo para R$ 848,98. Apesar disso, o acumulado semestral na capital baiana mostra estabilidade, com uma leve variação positiva de 0,33%.
Rio de Janeiro Permanece a Mais Cara, Apesar de Alta Moderada
Apesar de registrar uma alta mais moderada de 0,21% em janeiro, o Rio de Janeiro continua sendo a capital com a cesta de consumo básica mais cara do país. O custo na cidade subiu de R$ 987,32 em dezembro para R$ 989,40. No acumulado de seis meses, a cesta na capital fluminense avançou 4,6%, mantendo-se em um patamar elevado no início do ano.
Outras Capitais e Variações Semestrais
Outras capitais também sentiram o impacto no bolso em janeiro. Curitiba registrou um aumento de 1,62%, enquanto Fortaleza viu a cesta subir 1,06%. Belo Horizonte, que se mantém como a capital com a cesta mais barata entre as analisadas, teve alta de 1,05%. Manaus e Brasília apresentaram aumentos mais moderados, com 0,95% e 0,22%, respectivamente. No acumulado dos últimos seis meses, Manaus lidera com uma expressiva alta de 18,43%, reflexo de custos logísticos elevados e maior dependência de produtos industrializados. Curitiba (9,24%) e Belo Horizonte (5,82%) aparecem na sequência. Fortaleza, Brasília e São Paulo tiveram variações mais contidas no semestre, enquanto Salvador apresentou estabilidade.
O Que Mais Pesou no Bolso?
Entre os produtos, legumes, frutas, carnes e derivados de milho foram os principais responsáveis pela alta geral em janeiro. Por outro lado, quedas relevantes em itens como leite UHT, óleo de soja, ovos e pão em diversas capitais ajudaram a conter um avanço ainda maior nos preços. A cesta ampliada, que inclui também produtos de higiene e limpeza, também subiu em todas as capitais. O Rio de Janeiro manteve o maior custo (R$ 2.252,31), seguido por São Paulo (R$ 2.089,06) e Brasília (R$ 2.038,59). Curitiba registrou o menor valor (R$ 1.817,13). Alimentos processados, verduras e itens de higiene foram apontados como os principais vilões dessa alta no período.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


