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Irã: Acusações Graves de Detenções em Massa, Tortura e Execuções Após Protestos

Repressão Brutal e Números Alarmantes

O Irã enfrenta acusações de detenções em massa, tortura e execuções após os protestos que eclodiram no final de dezembro. Grupos de direitos humanos relatam que cerca de 50.000 pessoas foram detidas em todo o país. As organizações apontam para dezenas de milhares de mortos, sentenças de morte emitidas e a apreensão generalizada de bens de manifestantes e seus apoiadores.

As detenções visam estudantes, médicos, advogados, ativistas de direitos humanos e até menores. Muitos dos detidos estariam em locais desconhecidos, sem acesso a advogados ou contato com suas famílias. Enquanto o governo iraniano divulgou um balanço oficial de pouco mais de 3.000 mortos entre 8 e 9 de janeiro, organizações de direitos humanos, com base em dados hospitalares e testemunhos, estimam que o número de vítimas fatais possa chegar a 30.000, com alguns relatórios apontando para até 43.000 mortos.

Condenações à Morte e Confissões Forçadas Sob Tortura

A Iran Human Rights (IHRNGO) informou que, pelo menos, 26 manifestantes foram condenados à morte no último mês. Centenas de outros, incluindo menores, enfrentam acusações que podem levar à pena capital. Segundo a organização, as sentenças de morte teriam sido baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem um processo judicial justo. A Sociedade dos Direitos Humanos do Irã reportou que mais de 30 pessoas foram executadas nas prisões iranianas apenas nesta semana.

Relatos indicam que alguns manifestantes foram condenados à morte em audiências judiciais online, com 14 indivíduos sentenciados em um único processo. A mídia estatal iraniana, segundo a HRANA, transmitiu 337 casos de confissões forçadas e convocou mais de 11.000 pessoas para agências de segurança relacionadas aos protestos. Vídeos de funerais de manifestantes também mostrariam forças governamentais atacando cerimônias e disparando contra os participantes.

Confisco de Bens e Pressão Familiar

O poder judiciário iraniano anunciou o início do confisco de bens de indivíduos que apoiaram os protestos. Promotores de várias províncias declararam que apreenderão bens de pessoas proeminentes e empresários que “convidaram e encorajaram jovens e adolescentes a se amotinarem”.

Um caso emblemático é o de Mohammad Saedinia, proprietário de um grande grupo alimentício e rede de cafés, que foi detido após apoiar os protestos. Todos os seus bens foram confiscados, mesmo após sua libertação. Saedinia, conhecido por seu trabalho filantrópico, foi forçado a assinar uma carta de desculpas, mas ainda assim teve seus bens tomados.

Participação Forçada em Eventos Oficiais

A organização HRANA também informou que famílias de detidos foram coagidas a participar da marcha comemorativa do aniversário da Revolução Iraniana de 1979. Como condição para a concessão de fiança e a liberação de seus entes queridos, as famílias precisaram fornecer fotografias e vídeos de sua participação, além de assinarem promessas escritas. Mohammad Saedinia foi uma das pessoas obrigadas a participar deste evento.

Apesar da intensa repressão, relatos do Irã indicam que protestos estudantis persistem e palavras de ordem antigovernamentais continuam a ecoar nas cidades durante a noite.

Fonte: pt.euronews.com

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