Iniciativa Global para a Paz e Estabilidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o seu novo Conselho da Paz, reunindo cerca de vinte aliados internacionais em Washington. A iniciativa surge num momento de escalada de tensões entre os EUA e o Irã, com Trump a reiterar ameaças de guerra nas últimas semanas. Durante a reunião inaugural, Trump anunciou um compromisso financeiro de vários bilhões de dólares, provenientes de nove nações, para um pacote de ajuda destinado a Gaza. O objetivo declarado é investir em “estabilidade e esperança” para a região.
Financiamento e Críticas à Nova Organização
Os países que prometeram fundos para o pacote de ajuda a Gaza incluem o Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Qatar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait. Apesar dos montantes significativos, o valor arrecadado está consideravelmente aquém dos 70 mil milhões de dólares estimados como necessários para a reconstrução de Gaza, devastada por conflitos. A iniciativa de Trump, que se seguiu a um cessar-fogo mediado entre Israel e o Hamas, tem enfrentado críticas pela sua natureza pouco clara e pela potencial sobreposição com instituições existentes, como as Nações Unidas.
Relação com a ONU e Poder de Veto de Trump
Em resposta às críticas, Trump afirmou que o Conselho da Paz “vai quase supervisionar as Nações Unidas e garantir que estas funcionam corretamente”, sugerindo um papel de supervisão sobre a organização global. Um aspeto controverso da estrutura do Conselho é o poder de veto de Trump sobre a maioria das decisões, um nível de controlo centralizado sem precedentes. Adicionalmente, países membros podem ser obrigados a pagar mil milhões de dólares para manter a sua participação permanente, e Trump poderá manter a liderança da iniciativa mesmo após deixar a presidência.
Força Internacional de Estabilização e Participação de Países
A reunião também discutiu o lançamento de uma força internacional de estabilização para supervisionar fronteiras, manter a segurança e desmilitarizar Gaza. Países como Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia comprometeram-se a enviar tropas, enquanto Egito e Jordânia ofereceram treino policial. A participação de altos representantes, incluindo líderes como o presidente indonésio Prabowo Subianto e o argentino Javier Milei, marcou a cerimónia. No entanto, a presença de uma comissária europeia como observadora gerou controvérsia e críticas de vários países europeus, que questionaram o mandato da União Europeia para tal participação.
Fonte: pt.euronews.com


