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Jovens Italianos Moram com os Pais Até os 30 Anos em Massa; Brasil Caminha na Contramão da Europa

Desafio Econômico e Cultural na Itália

Na Itália, a saída da casa dos pais antes dos 30 anos é uma raridade. Dados da OCDE revelam que impressionantes 79% dos jovens italianos entre 20 e 29 anos ainda moram com seus pais, colocando o país em segundo lugar no ranking global, atrás apenas da Coreia do Sul (82%). A média da OCDE para essa faixa etária é de aproximadamente 50%, e na União Europeia, cerca de 55%.

O principal fator por trás dessa realidade é o alto custo da moradia. Segundo o mesmo levantamento, 60% dos jovens italianos entre 18 e 24 anos expressam receio em não conseguir encontrar uma residência adequada nos próximos dois anos. Apenas Grécia e Espanha registram índices superiores a 70% nesse quesito.

O mercado de trabalho, apesar de ter atingido o nível mais alto em vinte anos na Itália, não tem sido suficiente para impulsionar a autonomia financeira dos jovens. Houve uma retração no emprego para a faixa etária de 25 a 34 anos no final de 2025, dificultando a independência financeira.

A Influência da Cultura Familiar Italiana

Além das barreiras econômicas, a forte tradição familiar italiana desempenha um papel crucial. Em muitos casos, jovens que teriam condições financeiras de sair de casa optam por permanecer com os pais, seja pelo forte vínculo emocional, seja pela valorização de um modelo de convivência familiar prolongada.

Brasil: Um Contraste Europeu

O cenário brasileiro contrasta significativamente com o italiano. Entre jovens adultos de 25 a 34 anos, apenas cerca de 25% vivem com os pais. Embora pesquisas indiquem um crescimento dessa proporção nas últimas décadas no Brasil – passando de aproximadamente 20% para mais de 24% entre 2004 e 2013 –, o índice ainda é consideravelmente menor que o europeu.

Enquanto na Itália morar com os pais até os 30 anos é visto como parte de uma dinâmica social que une família, segurança e estabilidade, no Brasil, especialmente em grandes centros urbanos, a saída de casa mais cedo é uma expectativa cultural mais consolidada, embora também influenciada por desafios econômicos e mudanças sociais.

Fonte: jornalitalia.com

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