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Plataforma Digital Amazon: USP Lança Ferramenta Integrada de Dados Sobre Emissões e Absorções de Gases de Efeito Estufa na Floresta Amazônica para Políticas Públicas

Plataforma Digital Amazon: USP Lança Ferramenta Integrada de Dados Sobre Emissões e Absorções de Gases de Efeito Estufa na Floresta Amazônica para Políticas Públicas

Inovação do RCGI-USP centraliza informações cruciais para a Amazônia e o clima global

Uma ferramenta inovadora que promete revolucionar a compreensão e o combate às mudanças climáticas na Floresta Amazônica acaba de ser lançada. A plataforma Digital Amazon, desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP, integra dados complexos sobre emissões e absorções de gases de efeito estufa (GEE) em toda a região amazônica, que abrange nove países. A iniciativa é um marco para a ciência e para a formulação de políticas públicas mais eficazes, tornando informações científicas valiosas acessíveis ao público mediante cadastro.

Um Avanço Fundamental para a Ciência e Políticas Públicas

A Digital Amazon é a primeira plataforma a reunir, de forma integrada, uma vasta gama de dados de satélites, torres de medição (como a ATTO – Amazon Tall Tower Observatory), sensores de superfície e bancos de dados meteorológicos e ambientais. “Isso representa um avanço fundamental para a ciência e para a formulação de políticas públicas eficazes frente às mudanças climáticas”, afirma Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física (IF) da USP e coordenador do projeto. A ferramenta foca principalmente no dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄), GEEs cruciais para a dinâmica climática global.

A centralização de dados, antes dispersos, otimiza significativamente o trabalho dos pesquisadores, transformando tarefas que levariam dias em minutos. Além disso, a plataforma resolve disparidades entre dados de diferentes satélites, que variam em resolução e tecnologia. Entre as análises possíveis, destacam-se o impacto da degradação florestal nas emissões, os efeitos de fenômenos como El Niño e La Niña nas concentrações atmosféricas de GEEs, o cálculo de emissões de metano em áreas alagadas, e a influência da expansão agropecuária e das mudanças no regime de chuvas sobre os processos fotossintéticos da floresta.

Tecnologia de Big Data Ambiental e Futuras Expansões

A Digital Amazon opera como um data space, uma estrutura digital projetada para integrar e tratar grandes volumes de dados complexos, garantindo curadoria, rastreabilidade e interoperabilidade. Toda a infraestrutura está hospedada na nuvem da AWS (Amazon Web Services), conferindo acesso remoto, escalabilidade e segurança. “Isso permite análises robustas e abre caminho para o uso de inteligência artificial em buscas, inferências e tomada de decisão. Trata-se de uma aplicação concreta dos princípios de big data voltada à complexidade da floresta amazônica”, explica José Reinaldo Silva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e vice-coordenador do projeto.

Inicialmente, os dados cobrem o período de 2003 a 2017, mas o próximo passo é a atualização até 2024, ampliando o alcance temporal das análises. Os planos futuros incluem o desenvolvimento de um visualizador intuitivo para usuários não especialistas, protótipos de drones para coleta de dados atmosféricos em áreas remotas da floresta (operados a partir de barcaças), e a integração com plataformas internacionais como o Global Forest Watch. Relatórios periódicos com análises interpretativas também estão previstos para subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

Colaboração Multidisciplinar e Acesso

A primeira fase do projeto contou com financiamento da Shell Brasil e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A iniciativa envolve uma vasta rede de instituições de pesquisa, incluindo o Laboratório de Física Atmosférica da USP, o D-Lab (Design Lab da Poli-USP), o C2D (Centro de Ciência de Dados da Poli-USP), o Departamento de Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o IMAZON, o MapBiomas e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), sob a coordenação do RCGI-USP.

“Nosso objetivo é oferecer uma infraestrutura robusta para que pesquisadores, gestores públicos e membros da sociedade civil possam acompanhar em detalhe o papel da floresta amazônica no balanço global de carbono”, conclui José Reinaldo Silva. A plataforma Digital Amazon pode ser acessada mediante cadastro no site do projeto, neste link.

Fonte: jornal.usp.br

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