Starmer sob Fogo Cruzado Após Nomeação de Mandelson
O líder do Partido Trabalhista britânico, Keir Starmer, está enfrentando uma crise política após o escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson para um cargo diplomático de alto escalão. Apesar das crescentes pressões, incluindo um pedido de demissão por parte do líder do Partido Trabalhista na Escócia, Anas Sarwar, Starmer declarou que não renunciará ao cargo. A controvérsia gira em torno da nomeação de Mandelson em dezembro de 2024, quando Starmer já sabia que o ex-ministro mantivera contato com o financista Jeffrey Epstein após a condenação deste em 2008 por solicitação de prostituição de menor.
Apoio Ministerial e Promessa de Transparência
Em um movimento para conter a crise, diversos membros do gabinete de Starmer manifestaram publicamente seu apoio ao líder. O vice-primeiro-ministro, David Lammy, utilizou a plataforma X para afirmar que o partido não deve se distrair de sua missão e que o primeiro-ministro conta com o apoio para esse objetivo. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, destacou a necessidade da liderança de Starmer em um momento global crucial, tanto internamente quanto em âmbito internacional. A antiga vice-primeira-ministra, Angela Rayner, também declarou apoio total a Starmer.
Desculpas às Vítimas e Divulgação de Documentos
Em meio às repercussões, Keir Starmer emitiu um pedido de desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein na quinta-feira. Ele expressou profundo lamento pelo ocorrido, pela falha de figuras de poder e por ter acreditado nas alegações de Mandelson, que o levaram à nomeação. Starmer prometeu divulgar toda a documentação referente ao processo de seleção de Mandelson. Segundo o governo, esses documentos demonstrarão que o ex-ministro enganou funcionários sobre suas ligações com Epstein. Peter Mandelson, por sua vez, renunciou ao Partido Trabalhista em 1º de fevereiro e deixou a Câmara dos Lordes na quarta-feira, após as revelações anteriores sobre seu relacionamento com o financista terem vindo à tona, o que levou à sua demissão do cargo diplomático em setembro de 2025.
Fonte: pt.euronews.com


