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"title": "Alunos da USP Criam Chatbot de IA Multimodal Contra Desinformação no WhatsApp e Vencem Desafio Internacional, Apresentando em Harvard e MIT",
"subtitle": "O 'Tá Certo Isso AI?' utiliza inteligência artificial para verificar áudios, vídeos e textos com base em fontes confiáveis, visando combater fake news e se destacando no Programa AI4Good.",
"content_html": "<h1>Alunos da USP Criam Chatbot de IA Multimodal Contra Desinformação no WhatsApp e Vencem Desafio Internacional, Apresentando em Harvard e MIT</h1><h2>O 'Tá Certo Isso AI?' utiliza inteligência artificial para verificar áudios, vídeos e textos com base em fontes confiáveis, visando combater fake news e se destacando no Programa AI4Good.</h2><p>Três estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram uma inovadora ferramenta de verificação de fatos que opera diretamente no WhatsApp. Batizado de 'Tá Certo Isso AI?', o chatbot emprega inteligência artificial (IA) multimodal, analisando e combinando diferentes formatos de informação – como áudio, vídeo, texto e imagem – para checar mensagens através de fontes confiáveis. A iniciativa busca mitigar o impacto da desinformação, especialmente com as eleições de 2026 no horizonte.</p><p>A solução, criada por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Diniz Costa e Pedro Henrique Ferreira Silva, todos do curso de Ciência da Computação, foi a vencedora do Programa AI4Good. Este desafio faz parte da Brazil Conference, um evento promovido pela comunidade brasileira de estudantes nos Estados Unidos. Como resultado, os jovens apresentarão sua ferramenta na 12ª edição da Brazil Conference, que acontece de 27 a 29 de março nos campi da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA. Para Silva e Costa, esta será a primeira viagem internacional, gerando grande expectativa para conhecer as renomadas instituições e expandir a rede de contatos.</p><h3>Da Ideia ao Reconhecimento Global</h3><p>O projeto teve sua origem no hackathon 2025 do grupo de extensão Rede de Avanço em Inteligência Artificial (Raia), da USP. Com o tema "Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade", os estudantes tiveram apenas dez horas para conceber a ferramenta, sagrando-se vitoriosos. Segundo Lira, a oportunidade de inscrever o projeto no edital do AI4Good foi prontamente aproveitada. "Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionadas para participar do processo de monitoria e aceleração", relata.</p><p>Durante seis semanas de aceleração, os alunos receberam mentorias que abrangeram desde ajustes técnicos até decisões estratégicas sobre a arquitetura e o uso da ferramenta. Um dos avanços mais significativos em relação à versão inicial foi a implementação da plataforma de analytics, inexistente no protótipo do hackathon. "O tempo de desenvolvimento no hackathon era muito curto, então a gente precisava provar a ideia, não a robustez do sistema, fator que foi aprimorado durante a aceleração do AI4Good", explica Silva.</p><h3>Curadoria Rigorosa para Informação Confiável</h3><p>Além da reformulação estrutural, a equipe aprimorou o sistema de verificação de fatos, com foco especial na busca e validação das informações. Diferente de outras soluções que podem recorrer a qualquer conteúdo disponível na internet, o chatbot passou a operar com uma curadoria prévia de fontes confiáveis. Isso inclui sites institucionais, veículos jornalísticos consolidados e plataformas especializadas em checagem de fatos. "O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas", resume Costa. Essa inovação foi crucial para que a proposta se tornasse uma das três vencedoras do desafio AI4Good, que avaliou o impacto social, a maturidade técnica e o potencial de escalabilidade da ferramenta.</p><p>O 'Tá Certo Isso AI?' funciona inteiramente dentro do WhatsApp, eliminando a necessidade de instalar aplicativos adicionais ou acessar sites externos. O uso pode ser feito de duas formas principais: no chat privado, onde o usuário adiciona o número do bot (35 8424-8271) e encaminha o conteúdo suspeito (texto, link, imagem, vídeo, áudio ou figurinha), recebendo a análise em instantes; ou em grupos de WhatsApp, onde o bot pode ser adicionado e qualquer participante pode marcá-lo (@) para verificar uma mensagem duvidosa, com o resultado visível para todos. Os criadores enfatizam a simplicidade, buscando tornar a checagem acessível até mesmo para pessoas com pouca familiaridade com tecnologia.</p><h3>Além da Checagem: Análise de Tendências em Tempo Real</h3><p>Para além do atendimento direto ao usuário, o chatbot atua como uma Plataforma de Analytics. As mensagens encaminhadas ao bot alimentam um painel público no site do projeto, permitindo o acompanhamento de tendências e temas recorrentes de desinformação. "O WhatsApp é uma caixa preta. A gente não sabe com qual frequência uma desinformação foi encaminhada. Então, a Plataforma de Analytics é um ponto central da nossa proposta porque nos permite entender como está o cenário em tempo real da rede", destaca Lira. Esse diferencial é considerado um dos pontos fortes da ferramenta em relação a outras soluções existentes, sendo pensada para apoiar jornalistas, pesquisadores e organizações que combatem a desinformação. A ideia é estabelecer parcerias para que essas instituições possam avaliar as análises do sistema, contribuindo para o aprimoramento contínuo dos modelos de IA.</p><h3>Custos e o Futuro do Projeto</h3><p>A manutenção do bot envolve custos, atualmente baixos para um projeto em fase inicial, cobrindo domínio, infraestrutura e consumo de APIs, com apoio de créditos e testes em nuvem. Segundo Costa, o próximo passo é ampliar o alcance da ferramenta e estruturar parcerias estratégicas. "Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social", afirma o estudante do ICMC. O site do projeto, onde o chatbot pode ser adicionado ao WhatsApp, está disponível em <a href="https://tacertoissoai.com.br" target="_blank">tacertoissoai.com.br</a>.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br
