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Quebra-pedra vira medicamento brasileiro: Fiocruz lança fitoterápico para pedras nos rins com potencial para o SUS

Inovação em Saúde Pública

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está na vanguarda do desenvolvimento do primeiro fitoterápico industrializado à base de quebra-pedra, uma planta conhecida popularmente por suas propriedades no combate a cálculos renais. Este avanço representa um marco para a saúde pública brasileira, com o potencial de se tornar o primeiro medicamento de um laboratório público a ser distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, resultado de uma colaboração entre a Fiocruz, o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), visa não apenas oferecer uma nova opção terapêutica, mas também promover o uso sustentável da rica biodiversidade brasileira.

Ciência Comprova Benefícios Tradicionais

A quebra-pedra, cientificamente conhecida como *Phyllanthus niruri*, é utilizada há séculos por povos tradicionais em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, onde é encontrada em todos os estados. Estudos recentes têm validado o uso popular da planta, indicando sua eficácia na prevenção da formação de cristais de oxalato de cálcio nos rins e auxiliando na eliminação de cálculos já existentes. Pesquisas, como a publicada em 2018 por cientistas da USP, demonstraram que o consumo da planta contribui significativamente para a dissolução de pedras nos rins. Além disso, a quebra-pedra possui propriedades diuréticas e anti-inflamatórias que complementam sua ação no sistema urinário.

Segurança e Padronização: Vantagens do Medicamento Industrializado

A industrialização da quebra-pedra em forma de medicamento garante um produto com dose padronizada, maior segurança e qualidade controlada, minimizando os riscos associados ao preparo caseiro de chás. Preparados artesanais podem apresentar variações na concentração dos princípios ativos, contaminação ou até mesmo o uso de espécies inadequadas, o que pode levar à ineficácia ou a efeitos adversos indesejados, como diarreia e vômitos. A versão industrializada assegura que os pacientes recebam um tratamento confiável e com os benefícios terapêuticos esperados, integrando o conhecimento tradicional ao rigor científico.

Fitoterapia no SUS: Valorizando a Biodiversidade Brasileira

O desenvolvimento deste fitoterápico se alinha à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que buscam incorporar o conhecimento tradicional à medicina moderna. O SUS já oferece 12 fitoterápicos em sua lista, como o xarope de Guaco e a unha de gato. A iniciativa da Fiocruz não só amplia o leque de opções terapêuticas acessíveis à população, mas também fortalece a cadeia produtiva nacional e o desenvolvimento de medicamentos a partir de recursos naturais, agregando valor à biodiversidade brasileira e posicionando o país de forma mais relevante no mercado global de fitoterápicos.

Fonte: super.abril.com.br

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