Nova Potência e Capacidade de Reboque
A BYD Shark, picape híbrida plug-in da montadora chinesa, está prestes a receber uma atualização significativa que visa aprimorar seu desempenho e capacidade de trabalho. Segundo informações divulgadas na Austrália, a nova versão trocará o motor 1.5 turbo por um 2.0 turbo a gasolina, elevando a potência combinada do sistema híbrido de 436 cv para aproximadamente 469 cv. Essa mudança, aliada a um motor elétrico dianteiro aprimorado (que salta de 231 cv para 272 cv), promete mais fôlego, especialmente em tarefas pesadas e com a bateria descarregada. O motor elétrico traseiro, com 204 cv, permanece inalterado.
Competindo com Rivais a Diesel
Um dos principais focos da atualização é a capacidade de reboque, um ponto de crítica da versão atual. A nova BYD Shark com motor 2.0 turbo terá sua capacidade aumentada de 2.500 kg para 3.500 kg, equiparando-se a picapes médias tradicionais equipadas com motores a diesel. Essa melhoria atende diretamente ao feedback de consumidores e críticos, que apontavam que o motor 1.5 turbo operava no limite ao rebocar cargas pesadas sem o auxílio da bateria. Para suportar o incremento de desempenho e o aumento do peso em ordem de marcha (que sobe de 2.675 kg para 2.738 kg), os freios dianteiros foram redimensionados, com os discos saltando de 323 mm para 346 mm.
Mudanças na Carga Útil e Design Inalterado
Apesar do aumento na capacidade de reboque, o Peso Bruto Total (PBT) homologado se manteve em 3.500 kg. Consequentemente, a capacidade de carga útil da picape sofreu uma leve redução, passando de 825 kg para 762 kg. Externamente, a BYD Shark mantém suas dimensões de 5,45 m de comprimento, 1,97 m de largura e 1,92 m de altura. Espera-se que as únicas identificações visuais da nova motorização sejam novos emblemas nas caixas de roda, sem alterações na carroceria.
Posicionamento e Futuro no Brasil
A BYD Shark estreou no mercado com o objetivo de conquistar o segmento de picapes, que, apesar de não ser o forte na China, tem grande relevância em outros mercados, como o Brasil. No entanto, as vendas iniciais não atingiram as expectativas, com baixos números de emplacamento. A atualização mecânica, com o motor 2.0 turbo, visa corrigir as deficiências apontadas em testes e críticas, especialmente em relação ao desempenho em situações de trabalho intenso. Contudo, a BYD ainda não confirmou se essa configuração mais potente chegará ao mercado brasileiro, onde a picape foi lançada com o conjunto híbrido plug-in 1.5. A expectativa é que a marca ouça o feedback do mercado para definir os próximos passos.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br


