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Inovador Programa da USP Transforma Vida de Asmáticos: Caminhadas Diárias de 7.500 Passos Reduzem Sintomas, Ansiedade e Melhoram Qualidade de Vida

Um estudo pioneiro realizado por pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP demonstrou que um programa de intervenção comportamental pode aumentar significativamente a atividade física em pessoas com asma moderada e grave. A iniciativa, que utilizou entrevistas motivacionais, aconselhamento e incentivos, não só estimulou os participantes a adotarem um estilo de vida mais ativo, mas também levou à redução dos sintomas da doença e melhorou a qualidade de vida, combatendo até mesmo sintomas de ansiedade e depressão.

A Metodologia por Trás da Mudança

A intervenção, descrita como “comportamental” pelo fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo no Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC, focou em mudar os hábitos dos pacientes. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que pessoas que caminham mais de 7.500 passos por dia têm menos sintomas de asma”, explica Lima ao Jornal da USP. Assim, o objetivo era claro: aumentar a atividade física para gerar essa melhora. O programa utilizou feedback positivo e orientações para superar barreiras diárias, incentivando a prática de caminhadas até atingir pelo menos 7.500 passos por dia, um nível considerado ideal para reduzir os sintomas.

Metas Semanais e Tecnologia a Favor

O estudo, que contou com 100 participantes com asma moderada e grave, com idade média de 52 anos, foi estruturado em oito sessões presenciais semanais. Cada participante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch) que vibrava ao atingir a meta diária de passos. As metas eram estabelecidas individualmente e ajustadas semanalmente em conversas com os profissionais de saúde, garantindo uma progressão gradual. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, detalha Lima. A alta adesão, de 96%, reflete o sucesso da abordagem.

Resultados Abrangentes e Impacto na Saúde

Após a intervenção, os resultados foram notáveis. Houve um aumento significativo no número de passos diários e no engajamento em atividades físicas mais intensas, como caminhadas rápidas. Mais importante, os participantes experimentaram uma melhora nos sintomas da asma – falta de ar, chiado, aperto no peito e tosse – e na qualidade de vida. Além disso, a intervenção impactou positivamente a saúde mental, com uma redução nos sintomas de ansiedade e depressão. O trabalho foi reconhecido internacionalmente, recebendo o prêmio ERS Congress Sponsorship da European Respiratory Society (ERS) e sendo publicado na renomada revista científica The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.

Recomendação Profissional e Próximos Passos

Os resultados do estudo sublinham a importância de profissionais de saúde recomendarem a prática de atividade física para pessoas com asma. “É importante que os profissionais de saúde recomendem essa prática”, afirma Lima. A pesquisa também identificou que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e possuem menor peso corporal. Financiado pela Fapesp e CNPq, o estudo agora prepara uma nova fase para investigar as principais barreiras enfrentadas por pessoas com asma para se engajarem em atividades físicas, buscando aprimorar ainda mais as futuras intervenções.

Fonte: jornal.usp.br

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