Retorno e Apreensão
A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, nesta quinta-feira (29), a apreensão dos celulares e das roupas de dois adolescentes suspeitos de envolvimento na tortura e morte do cão conhecido como Orelha. Os jovens desembarcaram no Aeroporto Internacional de Florianópolis após retornarem de uma viagem internacional. As ações de busca e apreensão foram conduzidas pelas equipes do DEACLE e DPA da Capital.
Expansão das Investigações
As investigações preliminares sugerem que a conduta dos suspeitos pode ultrapassar o crime de maus-tratos. A polícia apura também a prática de atos análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra, possivelmente direcionados a profissionais que atuam na região da Praia Brava. Relatórios policiais indicam que o grupo é suspeito de participar de uma sessão de tortura contra o cão Orelha, que sofreu ferimentos graves e precisou ser submetido à eutanásia. Há também indícios de uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, o Caramelo, que conseguiu escapar.
Procedimentos Legais e Colaboração
A Polícia Civil informou que vinha monitorando os adolescentes em conjunto com a Polícia Federal e identificou a antecipação do voo de retorno para o Brasil. As ordens judiciais foram cumpridas em uma sala restrita do aeroporto, visando a segurança de todos os envolvidos. Em nota, os advogados de um dos jovens afirmaram que a viagem era previamente agendada e que os adolescentes têm colaborado com as investigações.
Foco na Individualização e ECA
O delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, destacou que o objetivo atual da investigação é a individualização das condutas de cada um dos quatro jovens envolvidos no caso. Por se tratar de suspeitos com idade entre 12 e 18 anos incompletos, o caso é regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso as autorias sejam confirmadas, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. A legislação brasileira prevê que a medida socioeducativa de internação pode ter um prazo máximo de três anos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


