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Descoberta Inédita no Brasil: Cientistas da Unicamp Identificam Vidros de Impacto Cósmico Milhões de Anos Após Colisão

Primeira Ocorrência de Tectitos no País Amplia o Registro de Grandes Impactos na América do Sul

Cientistas brasileiros registraram pela primeira vez no país a ocorrência de tectitos, vidros naturais formados por impactos de meteoritos. Batizados de “geraisitos”, mais de 600 exemplares foram encontrados em municípios de Minas Gerais, Bahia e Piauí. A descoberta, liderada por Álvaro Penteado Costa, professor da Unicamp, e publicada na revista Geology, amplia o escasso registro de grandes eventos geológicos de impacto na América do Sul e sugere que esses vidros podem ser mais comuns do que se pensava.

Geraisitos: Vidros Raros com Origem em Colisão Cósmica Milionária

Os tectitos, caracterizados por sua superfície com pequenas cavidades e baixo teor de água, são formados quando um meteorito de alta energia atinge a Terra, derretendo rochas que são arremessadas e esfriam rapidamente. Os geraisitos brasileiros, apesar de sua aparência que lembra pedras vulcânicas, apresentam uma tonalidade verde translúcida quando expostos à luz. Análises químicas indicam que eles se originaram de uma mesma colisão ocorrida há, no máximo, 6,3 milhões de anos, durante o Mioceno. Essa idade relativamente jovem, em termos geológicos, aponta para uma cratera de impacto recente.

Distribuição Geográfica e Características Únicas dos Geraisitos

Os exemplares brasileiros, encontrados inicialmente em municípios do norte de Minas Gerais, foram nomeados “geraisitos” em homenagem ao estado. Eles apresentam teores de sódio e potássio ligeiramente mais elevados em comparação a outros tectitos já conhecidos mundialmente. Após a publicação do estudo, amostras semelhantes foram identificadas na Bahia e no Piauí. Até o momento, mais de 600 vidros foram catalogados, distribuídos por uma área que ultrapassa os 900 quilômetros de extensão.

O Mistério da Cratera de Impacto e a Nova Fronteira da Pesquisa

Apesar da vasta distribuição dos geraisitos, a cratera de impacto que deu origem a esses vidros ainda não foi localizada. As investigações químicas sugerem que o material derretido tem mais de 3 bilhões de anos e que o meteorito atingiu terrenos graníticos do Cráton do São Francisco. Dada a quantidade de geraisitos encontrados e a grande área de dispersão, os cientistas acreditam que a cratera deve ser de proporções significativas. A busca pela cratera perdida continua, prometendo novas revelações sobre a história geológica da América do Sul e a frequência de eventos de impacto em nosso planeta.

Fonte: super.abril.com.br

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