Produção Elétrica Chinesa Supera Gigantes Ocidentais
A China consolidou sua posição como líder global na geração de eletricidade, produzindo impressionantes 10.086 terawatts-hora (TW/h) em 2024. Esse volume representa 40% a mais do que a produção combinada dos Estados Unidos (4.634 TW/h) e da União Europeia (2.794 TW/h) no mesmo ano. Os dados, compilados pelo Energy Institute em colaboração com KPMG, Kearney e a Universidade de Heriot-Watt, destacam um crescimento anual médio de 5,7% na produção chinesa entre 2014 e 2024, contrastando fortemente com o modesto aumento de 0,6% nos EUA e a ligeira redução de 0,2% na UE.
Investimentos e Diversificação: Pilares do Avanço Chinês
O expressivo diferencial na geração de energia entre a China e as economias desenvolvidas é atribuído a investimentos robustos e a uma estratégia de diversificação da matriz energética. Enquanto a média mundial de crescimento na geração de eletricidade no mesmo período foi de 2,6%, a China demonstra um ritmo acelerado. Em 2024, a matriz energética chinesa se destacou pela combinação de carvão, energias renováveis (solar e eólica) e hidrelétrica como fontes primárias. Em contrapartida, os Estados Unidos concentraram sua produção no gás natural, e a União Europeia apostou predominantemente em fontes renováveis.
Segurança Energética e Liderança em Renováveis
Os investimentos chineses no setor energético visam primordialmente à independência e segurança, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a autonomia econômica. Apesar de o carvão ainda representar metade da produção energética do país, a China se destaca como o maior investidor mundial em energia renovável. Somente em 2024, o país destinou US$ 625 bilhões para projetos de energia limpa, segundo informações da agência governamental China 2 Brazil.
Brasil no Cenário Energético Global
Neste contexto global, o Brasil gerou 745 TW/h em 2024, com um crescimento anual de 2,4% entre 2014 e 2024. A produção nacional de eletricidade permanece majoritariamente concentrada em usinas hidrelétricas e outras fontes renováveis, posicionando o país em um nicho de sustentabilidade energética, embora em volume significativamente inferior ao da China.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


