Artrópode com Três Olhos Revela Segredos da Evolução
Uma descoberta no Canadá trouxe à luz o Mosura fentoni, um artrópode marinho de 506 milhões de anos, com o tamanho de um dedo indicador. Este radiodonte, pertencente a uma ordem extinta de predadores oceânicos, possuía três olhos e guelras na parte traseira, indicando uma adaptação evolutiva crucial. A análise de 60 fósseis ajuda a compreender a diversificação dos primeiros artrópodes, filo que hoje representa cerca de 80% de todas as espécies animais vivas.
Dinossauro Brasileiro Regurgita Pterossauro, Revelando Nova Espécie
No Brasil, um achado peculiar de 110 milhões de anos revelou um bloco de vômito de dinossauro contendo dois pterossauros. Preservado em condições raras na Chapada do Araripe, este material, esquecido por décadas, permitiu a identificação de uma nova espécie de pterossauro, o Bakiribu waridza. Do porte de uma gaivota, ele possuía mandíbula longa e dentes finos para filtrar alimentos. A descoberta preenche uma lacuna evolutiva entre espécies tropicais e de outros continentes.
Crânio de Dinossauro “Cabeça Dura” Explica Comportamento Social Antigo
Na Mongólia, o fóssil mais antigo e completo de um paquicefalossauro, o Zavacephale rinpoche, com 108 milhões de anos, oferece novas perspectivas sobre a função de seu crânio espesso. Este herbívoro de pequeno porte já apresentava o crânio totalmente desenvolvido na juventude, reforçando a hipótese de que essa característica era utilizada em interações sociais, como exibições e confrontos para conquista de parceiras.
Bolívia Apresenta a Maior “Marcha” de Dinossauros do Mundo
Expedições na Bolívia descobriram a maior concentração de pegadas de dinossauros do mundo, totalizando 16,6 mil rastros. Com mais de dez formatos diferentes, as pegadas indicam a presença de terópodes, animais que nadavam e arrastavam a cauda, possivelmente próximos a corpos d’água. A preservação excepcional do solo local permitiu que essas marcas do passado fossem mantidas ao longo de 70 milhões de anos.
Humanos e Megafauna Brasileira Conviveram Mais do que se Pensava
Novos estudos no Brasil, baseados na datação de fósseis no Ceará e Mato Grosso do Sul, sugerem que a megafauna, como mamutes e preguiças-gigantes, sobreviveu até cerca de 3 mil anos atrás. Essa convivência com humanos ancestrais no continente pode ter inspirado lendas como a do Mapinguari, uma besta gigante que remete às preguiças-gigantes de até 4 metros de altura.
Fonte: super.abril.com.br


