Entenda a oferta de Machado e a reação de Trump
A possibilidade de María Corina Machado, potencial futura líder venezuelana, dividir o Prêmio Nobel da Paz com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou repercussão. Machado teria afirmado que compartilharia a distinção com Trump, considerando que o presidente americano também merecia o reconhecimento. Em resposta, Trump teria qualificado a oferta como uma “grande honra”, indicando uma mudança em seu tom.
As regras do Prêmio Nobel da Paz
Contrariando a oferta de Machado, o Comitê do Prêmio Nobel emitiu um comunicado no dia 9 de janeiro esclarecendo que, uma vez anunciado, o prêmio é definitivo e não pode ser revogado, partilhado ou transferido. Apenas o Comitê tem o poder de decidir sobre a divisão de um prêmio, que pode ser concedido a até três indivíduos. A distinção pode ser atribuída tanto a organizações quanto a indivíduos.
Trump e a possibilidade teórica de nomeação
Apesar das regras rígidas após o anúncio, teoricamente, nada impede que Donald Trump seja nomeado para o Prêmio Nobel da Paz. O Comitê Nobel Norueguês, composto por cinco membros indicados pelo parlamento norueguês, realiza uma pré-seleção de nomeações e consulta especialistas antes de conceder o prêmio. O próprio Alfred Nobel, em seu testamento, estabeleceu que o prêmio deveria ser concedido à pessoa que mais tivesse contribuído para a “fraternidade entre as nações” e para a abolição dos exércitos permanentes.
Nomeações passadas e a crítica de Trump a Obama
Donald Trump já foi nomeado para o Nobel da Paz em ocasiões anteriores, e outros presidentes dos EUA já receberam a honraria. Um exemplo recente é Barack Obama, laureado em 2009 “pelos seus extraordinários esforços para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”, uma decisão que Trump tem criticado repetidamente.
Fonte: pt.euronews.com


