Homenagem aos Caídos
O governo de Cuba divulgou nesta terça-feira (6) a identidade de 32 agentes cubanos que atuavam na segurança do governo venezuelano e que teriam morrido durante um ataque atribuído aos Estados Unidos em Caracas. Segundo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os militares perderam a vida “em combate e após feroz resistência” contra o que chamaram de “novo ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado” perpetrado pelos EUA contra a Venezuela.
A lista divulgada inclui militares de diversas patentes, como coronéis, um tenente-coronel e quatro majores, com idades que variam entre 26 e 67 anos. O Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, prestou homenagem aos combatentes em sua conta na rede social X, afirmando: “Honra e glória aos nossos combatentes, caídos heroicamente ao enfrentar a agressão criminosa e o terrorismo de estado do governo dos EUA contra a Venezuela”.
Missão em Caracas
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto oficial a partir de segunda-feira (5), com bandeiras a meio mastro e suspensão da maioria dos atos públicos. Díaz-Canel explicou que os agentes cubanos “estavam cumprindo missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido dos órgãos correspondentes desse país (Venezuela)”. Ele relatou que as mortes ocorreram “depois de feroz resistência, em combate direto contra os agressores e como resultado dos bombardeios de instalações” durante a operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa.
Aliança Cuba-Venezuela
Cuba e Venezuela mantêm uma aliança estratégica desde o ano 2000, com um acordo de cooperação abrangente que viabiliza a presença de milhares de profissionais cubanos em diversas áreas no país sul-americano, incluindo médicos, educadores e esportistas. Embora a atuação de agentes de inteligência e segurança fosse um segredo aberto, nenhum dos governos havia confirmado oficialmente essa colaboração até o momento. O número total de vítimas na intervenção militar americana em Caracas não foi divulgado pelo governo venezuelano, impossibilitando a determinação da proporção de mortos cubanos em relação ao total.


