Turismo italiano atinge recordes, mas repensa o futuro
A Itália encerra 2025 com números expressivos no turismo, superando expectativas com um recorde de visitantes e um aumento significativo nos gastos. A demanda internacional se mantém forte, projetando quase 480 milhões de presenças até o fim do ano. O país se destaca, ultrapassando a França em fluxos totais e se aproximando da Espanha. Mais da metade dos turistas são estrangeiros, e a permanência média aumentou para 3,6 noites, indicando um perfil de viajante mais consciente e menos apressado.
O alerta da superlotação e a ascensão do ‘undertourism’
Apesar do sucesso econômico e do saldo recorde na balança turística, o modelo de turismo concentrado em poucos destinos famosos mostra seus limites. A superlotação em centros urbanos gera desgaste e experiências padronizadas. Em resposta, a Itália adota uma nova estratégia: o ‘undertourism’. Este conceito visa redistribuir os fluxos turísticos, valorizando destinos menos explorados, como vilarejos, áreas internas, ilhas menores e regiões fora do circuito tradicional. O objetivo não é reduzir o turismo, mas qualificá-lo, promovendo viagens mais lentas, sustentáveis e com maior conexão com a identidade autêntica do país.
Redescobrindo as riquezas escondidas da Itália
O ‘undertourism’ abre as portas para as vastas riquezas culturais e naturais da Itália que muitas vezes ficam à margem. Nestes territórios menos conhecidos, os viajantes podem vivenciar tradições locais genuínas, gastronomia de origem, festas populares e histórias ainda pouco contadas. A proposta é transformar a viagem de uma mera visita a um ato de descoberta e conexão profunda com o país e seu povo. Essa mudança de paradigma é fundamental para um futuro mais equilibrado e enriquecedor para o setor.
2026: Um ano estratégico para o novo turismo italiano
O ano de 2026 se configura como um marco para a implementação de um plano de turismo de longo prazo na Itália. Políticas públicas, empresas e comunidades locais trabalharão em conjunto para promover os destinos alternativos. O marketing também passará por uma transformação, com foco em narrativas reais e na divulgação de lugares ainda a serem revelados, em vez de imagens genéricas de locais saturados. Plataformas digitais oficiais oferecerão conteúdos e serviços para facilitar o planejamento de viagens fora do óbvio, tornando a experiência de explorar a Itália menos conhecida cada vez mais acessível e atrativa. O ‘undertourism’ se consolida como o caminho para um turismo italiano mais maduro e sustentável.


