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Líder do Irã afirma que ‘desordeiros’ serão contidos em meio a protestos contra a economia e declarações dos EUA

Tensão aumenta no Irã com declarações de Khamenei e Trump

O líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, declarou que os indivíduos que promovem a desordem durante os protestos contra a crise econômica no país ‘devem ser colocados em seu lugar’. As declarações surgem em um momento de crescente tensão, um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington interviria se Teerã reprimisse violentamente os manifestantes pacíficos.

Khamenei diferencia manifestantes de ‘desordeiros’

Em pronunciamento televisionado, Khamenei afirmou que os protestos que eclodiram devido à desvalorização do rial iraniano não devem ser confundidos com tumultos. “Falamos com os manifestantes, os funcionários devem falar com eles”, disse Khamenei. “Mas não há qualquer vantagem em falar com os desordeiros. Os desordeiros devem ser postos no seu lugar”. O líder iraniano, no entanto, não apresentou provas para sustentar suas alegações.

Acusações de interferência estrangeira e mortes em protestos

Khamenei atribuiu o colapso da moeda iraniana ao ‘inimigo’, sugerindo que forças externas, como os Estados Unidos e Israel, estariam por trás dos protestos. “Muitos incitados ou contratados pelo inimigo estão a ficar atrás dos comerciantes e lojistas e cantando slogans contra o Islão, o Irã e a República Islâmica”, declarou. Relatos indicam que duas pessoas morreram durante os protestos no fim de semana. Uma teria morrido em Qom após uma explosão de granada que supostamente carregava, enquanto outro falecimento foi de um membro do Basij, força paramilitar iraniana, em Harsin.

Protestos se espalham e histórico de repressão

As manifestações já alcançaram cerca de 100 locais em 22 das 31 províncias do Irã, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos, sediada nos EUA. O Irã tem um histórico de protestos com repressão violenta. Em 2019, cerca de 300 pessoas foram mortas durante manifestações contra o aumento do preço da gasolina. Em 2022, os protestos iniciados após a morte de Mahsa Amini resultaram na morte de mais de 500 pessoas e na detenção de mais de 22.000 indivíduos.

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