Intervenção militar americana na Venezuela para garantir o acesso ao petróleo pode enfrentar sérias dificuldades, alertou o general aposentado Wesley Clark, ex-Comandante Supremo Aliado da Otan. Em declarações à CNN no último sábado (3), Clark destacou que a hostilidade do país poderia comprometer o objetivo de obter os recursos energéticos.
Clark relembrou que, historicamente, intervenções de potências estrangeiras com o objetivo de “roubar recursos” não são bem recebidas. Ele observou que, mesmo que o presidente dos EUA alegue que o petróleo é americano e que houve investimentos e expropriações, a receptividade a tal ação seria complicada em um cenário de potencial confronto.
“Vai ser difícil simplesmente manter o petróleo em um país que pode se tornar hostil”, acrescentou o general, ressaltando a complexidade de garantir o fluxo de petróleo sob tais circunstâncias. A declaração surge em um momento de crescente tensão na Venezuela, especialmente após a recente operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua vice, Delcy Rodríguez.
Reação venezuelana e incertezas pós-operação
Em resposta à ação americana, a Venezuela exigiu a “libertação imediata” de Maduro e Rodríguez, classificando a operação como um “ataque brutal” à integridade territorial da nação. A retórica de Rodríguez sugere um endurecimento da posição venezuelana, aumentando o potencial de um ambiente hostil para qualquer intervenção externa.
O general aposentado Wesley Clark admitiu que as consequências exatas da recente operação militar dos EUA na Venezuela ainda não estão claras. A incerteza sobre os desdobramentos futuros agrava o cenário e reforça a visão de que uma estratégia militar focada em recursos energéticos pode ser mais desafiadora do que o previsto.


